Maya – a ilusão do mundo

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Há uma tendência que as pessoas têm nas consultas de separar áreas de vida; amor, trabalho, dinheiro, saúde, filhos. E sim, são realmente áreas diferentes, que pedem atitudes diferentes, que originam emoções diferentes, que envolvem formas de relacionamento diferentes.

Mas facilmente esquecemos que somos o denominador comum a todas elas.

Todos temos uma tendência em separar cada área de vida ou analisá-las isoladamente, mas acabamos por adoptar duas posturas erradas que não nos ajudam em nada.

1ª Ver as áreas de vida pelo olho da carência e da ilusão, onde um Génio da Lâmpada irá usar coisas e pessoas que irão satisfazer todos os nossos desejos, vazios, dores e frustrações, coisa que obviamente não irá acontecer.

2ª Usar umas áreas de vida como compensação das frustrações causadas pelas dores das outras.

Por exemplo, a ilusão de ter um filho para sentir amor, ou ganhar mais dinheiro para sentir poder, ou casar para fugir à solidão. Ou se temos problemas amorosos, solidão, traição, abandono nos amores, vamos compensar com atenção e energia extra com filhos. Ou, ausência de amor de infância leva frequentemente a compensações com pessoas, comida, tabaco, álcool, jogo, compras, ou a falta de dinheiro leva a compensações com vícios, etc, etc.

Estas obsessões com o mundo exterior impedem-nos de aceder ao EU Alma no nosso interior que é afinal onde está a plenitude.
Mas o que é isso da plenitude e como chego a ela, perguntamos todos?
A plenitude é o estado de consciência de que já somos perfeitos na nossa diferença. Que não temos nada a mais ou a menos. Que não precisamos de nada ou de nos livrarmos de nada mas sim e apenas de nos rendermos ao que já somos.

Na prática são dois movimentos que estão interlaçados e que dependem um do outro;

1- precisamos abraçar as nossas sombras e dores, fazer as pazes com o lado pesado, difícil e doloroso da vida, mas, de onde vieram as mais valiosas e necessárias lições.

2- reconhecer a nossa luz, a nossa origem divina na forma de talentos, qualidades e características maravilhosas e únicas que todos carregamos em nós.

Por não sabermos ainda fazer essa gestão, reconhecer esses dois lados, aceder a esse potencial, a esse estado inteiro, Uno e Sagrado de quem realmente somos, por vivermos ainda em negação, resistência e inconsciência desse mundo interno, vamos projetar no exterior não ainda a beleza e luz que carregamos mas sim uma manta de retalhos do estado real em que estamos.

Por essa razão todos temos na nossa realidade pessoas e experiências maravilhosas que reflectem o que já reconhecemos de melhor, mas também pessoas e experiências negativas e pesadas do que ainda não foi reconhecido.

A tendência natural do ser humano é abrir o coração e ansiar pelo positivo e negar e rejeitar o negativo. No entanto, é precisamente essa ilusão que mantém o problema e nos impede a pacificação com a realidade, a aceitação dos dois lados, a integração das duas forças.

Não só precisamos então de aprender a ver todas as experiencias pelo olho da alma como válidas e nossas como compreender que somos o grande projector do mundo exterior e logo, pessoas e circinstnacias não são ocasionais mas sim reflexo do que não vemos ainda dentro de nós.

É esta a chamada visão divina, capaz de ver “the big picture”, que lições e aprendizagens se repetem em todas as áreas, capaz de observar padrões curiosos e inteligentes que ligam umas áreas às outras, capaz de reconhecer que as coisas não acontecem por “culpa” dos outros, por sorte ou azar ou por obra e graça do espírito santo, mas sim porque estão alinhadas com o processo de evolução do EU Alma interno e logo, a proposta não é evitá-las mas sim estudá-las, usá-las como forma de auto-conhecimento.

Precisamos olhar a árvore sim e analisar o seu funcionamento pois obviamente cada área de vida implica experiências, posturas, emoções diferentes, mas é na visão da floresta que todas as pequenas peças de unem, onde tudo faz sentido, onde percebemos perfeitamente como elas se ligam umas às outras.

Por essa razão, em TODAS as consultas, falamos da herança de vidas passadas, que padrões accionámos no passado, que más e boas escolhas fizemos pois esta vida é apenas mais um episódio dessa longa telenovela que é a nossa história Karmica, onde somos o grande protagonista.
Por essa razão também, muito antes de irmos olhar para cada uma das áreas de vida, vamos olhar para os Pais, essa fonte inesgotável de informação sobre nós, sobre o nosso passado e sobre o nosso futuro.
E para validar essa visão mágica e inteligente da vida, temos os mapas Astrológico e Numerológico que não só darão uma visão das áreas de vida mas principalmente a sagrada visão do TODO onde tudo se une e faz sentido. Essa é, para mim, a verdadeira visão do amor de nós próprios e da nossa vida e por consequência de tudo à nossa volta.

Quando aprendemos que o exterior é apenas uma tela de projecção do nosso interior, saímos das emoções baixas e pesadas com que o ego nos condiciona, julga, resiste, condena e vitimiza-se e acedemos à visão sagrada de que tudo o que nos rodeia são as lições a que nos propusemos, da função das pessoas à nossa volta como reflexo das dinâmicas karmicas a que viemos presos, dos problemas e desafios que afinal mais não são do que emaranhamentos que precisamos libertar. É na visão do TODO que iremos então descobrir como essas pessoas, circunstâncias e lições são curiosamente idênticas em todas as áreas de vida.

Independentemente das brigas entre egos em que nos deixamos arrastar com determinadas pessoas em que os laços são mais intensos ou mesmo dolorosos, no nível da alma todos fazem parte, todos são portadores de lições valiosas, todos espelham algo de nós que se bem integrado, nos irá devolver mais consciência de nós próprios e só por isso já lhes devemos gratidão.

Se queres perceber melhor a tua pessoa, a tua história Karmica, a tua missão, o teu momento actual, desafios passados e oportunidades presentes, envia email para veraluz@veraluz.pt ou ou encaminha para alguém que precise de ajuda.

Mais informações consulta https://linktr.ee/veraluz_
Bem hajas e até já!
Vera Luz

Image by Tung Lam from Pixabay

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