Porque é que sentimos que, quando está tudo bem… alguma coisa má vai acontecer?

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⭐️ Porque é que sentimos que, quando está tudo bem… alguma coisa má vai acontecer?

Já reparaste que, por vezes, quando finalmente tudo parece tranquilo, surge uma estranha inquietação?

Como se a paz fosse apenas o silêncio antes da tempestade.

Como se a felicidade tivesse prazo de validade.

Como se a vida estivesse prestes a tirar-nos aquilo que acabou de nos dar.

Se já sentiste isto, não estás sozinho.

Muitas pessoas vivem assim.

E, muitas vezes, nem é a realidade que as faz sentir inseguras.

É a memória.

Quando crescemos em ambientes imprevisíveis, onde a paz era interrompida por conflitos, críticas, violência, abandono ou mudanças repentinas, o sistema nervoso aprende uma conclusão muito simples:

“Se está tudo calmo… prepara-te.”

A tranquilidade deixa de ser um lugar seguro.

Passa a ser apenas um corredor de passagem.

Mas a Vida não funciona apenas através das nossas memórias.

Funciona através de ciclos.

A Natureza mostra-nos isso todos os dias.

Depois do dia vem a noite.

Depois do Inverno vem a Primavera.

As marés sobem e descem.

A Lua cresce e mingua.

Tudo vive em movimento.

Joseph Campbell chamou-lhe A Jornada do Herói.

Um mapa simbólico que encontramos em praticamente todas as grandes histórias, lendas em mitos da humanidade e com o qual todos nos identificamos, se estivermos atentos.

O herói começa na segurança da sua aldeia.

Recebe um chamamento.

Resiste.

Tem medo.

Encontra mentores.

Atravessa provas.

Enfrenta dragões.

Perde-se.

Cai.

Levanta-se.

E regressa de volta à aldeia transformado.

O mais curioso é que este percurso não acontece apenas uma vez.

Acontece dezenas de vezes ao longo da vida.

Acontece de forma discreta todos os dias, até de uma hora para a outra.

Todos nós estamos, neste momento, algures nessa jornada.

Talvez estejas neste momento na aldeia a viver uma vida rotineira.

Talvez já estejas a ouvir o chamamento para mudar de vida.

Talvez estejas já no processo de resistência ao chamamento.

Talvez estejas a atravessar o deserto, sem perceber o sentido do caminho.

Talvez estejas diante do teu dragão.

Talvez tenhas acabado de o vencer.

Ou talvez estejas finalmente a regressar a casa, mais consciente do que quando partiste.

O problema é que quase ninguém nos ensinou a reconhecer estes ciclos.

Então chamamos fracasso ao que é na verdade aprendizagem.

Chamamos castigo ao que é transformação.

Chamamos caos ao que, afinal, está a reorganizar a nossa vida e a propor-nos um novo patamar de experiências.

Quanto mais estudo as leis da Natureza, a astrologia, a numerologia, as filosofias orientais e os grandes mitos da humanidade, mais me convenço de uma coisa:

A Vida não anda contra nós.

Pelo contrário.

Conspira, silenciosamente, a nosso favor e impulsiona a nossa evolução das mais variadas maneiras.

Convida-nos, vezes sem conta, a rendermo-nos ao seu lado sagrado e a reconhecermos as leis do amor, que nos conduzem sempre na mesma direção: crescer, evoluir, libertar, amar e conquistar uma vida mais livre, plena e consciente.

Talvez aquilo a que chamamos crise seja apenas a Vida a abrir uma porta que insistíamos em manter fechada.

Talvez o sofrimento não nasça da mudança.

Nasça da resistência à mudança.

Do medo.

Do controlo.

Da fuga.

Da repetição do que já não faz sentido.

Porque a Vida, tal como um rio, vai sempre fluir.

Somos nós que, tantas vezes, construímos barragens dentro de nós.

E os dragões?

Os dragões não aparecem para nos destruir.

Aparecem para nos mostrar onde ainda somos prisioneiros.

Enquanto fugirmos deles, continuarão à nossa espera.

Tal como num jogo de PlayStation, só superando passamos de nível.

Mas, no momento em que reunimos coragem para os enfrentar, deixam de ser monstros.

Transformam-se em mestres.

Porque cada dragão atravessado é um pedaço de liberdade conquistada.

Talvez a verdadeira viagem do herói nunca tenha sido matar o dragão.

Talvez tenha sido descobrir que, do outro lado dele, sempre esteve a vida que procurávamos.

Porque a Vida não conspira para a nossa queda.

Conspira para a nossa libertação.

Somos nós que, muitas vezes, confundimos libertação com perda.

Confundimos mudança com castigo.

Fim com fracasso.

Desapego com abandono.

Quando, afinal, a Vida apenas nos convida a continuar a caminhar.

A deixar morrer aquilo que já não somos.

Para que possa nascer aquilo que sempre estivemos destinados a ser.

Talvez a pergunta mais importante não seja:

“Porque é que isto me está a acontecer?”

Mas sim:

“Em que etapa da minha Jornada do Herói estou neste momento?”

Porque essa pergunta muda tudo.

Talvez não estejas perdido.

Talvez estejas apenas no capítulo da história onde todos os heróis acreditam que não vão conseguir.

E é precisamente aí…

Que começa a verdadeira transformação.

Se sentes que estás a atravessar uma fase de mudança, de perda ou de transformação e gostavas de compreender o significado mais profundo desse momento, a Leitura do Mapa Astrológico e Numerológico Kármico pode ajudar-te a perceber em que etapa da tua jornada te encontras e quais são as aprendizagens que a tua alma te está a convidar a viver.

veraluz@veraluz.pt

967 988 990

Mais informações:

https://linktr.ee/veraluz_

Bem hajas e até já!

Vera Luz

Image by Leo from Pixabay

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