A estudar o material do professor Roy Masters, encontrei uma ideia que me fez identificar com o meu trabalho desde há muitos anos:
nunca devemos perder o contacto com o nosso bom senso.
Parece uma ideia simples.
Mas, na verdade, talvez seja uma das coisas mais difíceis e que claramente fomos perdendo com o tempo.
Na linguagem do meu trabalho, encontro este mesmo princípio explicado de muitas maneiras diferentes.
Uns chamam-lhe bom senso.
Outros chamam-lhe seguir a alma.
Seguir o coração.
Ouvir o Eu Superior.
Consultar a nossa voz divina.
Fazer o que está certo.
Intuição.
Consciência.
Sabedoria interior.
Até podemos chamar-lhe Anjo da Guarda.
Mudam as palavras.
Mas o princípio é semelhante: aprender a fazer escolhas de dentro para fora, em vez de viver permanentemente condicionado de fora para dentro.
E isto é muito mais difícil do que parece.
Porque fomos condicionados precisamente ao contrário.
Desde pequenos aprendemos a procurar fora.
O que dizem os pais?
O que diz a escola?
O que diz a religião?
O que diz o médico?
O que diz a ciência?
O que diz a televisão?
O que dizem as redes sociais?
O que é socialmente aceite?
O que fazem os outros?
E, pouco a pouco, vamos perdendo o contacto com uma pergunta muito mais importante:
“E o que é que eu, em consciência, sinto que faz sentido?”
Roy Masters chama a atenção para dois extremos que parecem opostos, mas que podem esconder exatamente o mesmo problema:
submissão e rebeldia.
Na submissão, faço aquilo que tu queres porque tenho medo de te contrariar, de te perder ou de não ser aceite.
Na rebeldia, faço o contrário daquilo que tu queres para te desafiar, para te castigar, para provar que ninguém manda em mim ou simplesmente porque preciso de me afirmar contra ti.
Parecem movimentos opostos.
Mas não são assim tão diferentes.
Em ambos, entrego a minha autoridade ao outro.
Num, obedeço por causa do outro.
No outro, desobedeço por causa do outro.
Nos dois casos, continuo a agir em função do outro.
E enquanto a minha escolha depender daquilo que o outro quer, pensa, aprova ou desaprova…
eu ainda não sou verdadeiramente livre.
Nenhum dos dois é liberdade.
Liberdade é conseguir ouvir o outro sem me submeter nem precisar de o desafiar, voltar para dentro de mim e perguntar:
“Independentemente do que o outro quer que eu faça, o que é que, em consciência, amor e bom senso, faz sentido para mim?”
E isto leva-me a uma das grandes contradições da sociedade em que vivemos.
Nunca tivemos tanta informação.
E talvez nunca tenhamos vivido rodeados de tanto ruído.
Televisão.
Internet.
Redes sociais.
Notícias.
Entretenimento.
Futebol.
Hollywood.
Publicidade.
Especialistas.
Influencers.
Opiniões.
Estudos.
Até a ciência, que é uma ferramenta extraordinária de conhecimento e está permanentemente em evolução, pode transformar-se numa autoridade exterior quando deixamos de questionar, pensar, observar e discernir por nós próprios.
Não sei até que ponto toda esta desconexão é intencional em cada sistema.
Pessoalmente, acredito que muita dela é.
Mas, para este texto, interessa-me sobretudo o resultado:
uma pessoa permanentemente distraída dificilmente consegue ouvir-se.
E talvez esteja aqui uma das raízes silenciosas de muito sofrimento moderno.
Perdemos a nossa autoridade interna.
Não necessariamente porque alguém a roubou.
Mas porque, distraidamente, fomos entregando-a.
E atenção.
Ouvir a nossa voz interior não significa fazer aquilo que nos apetece.
Isso seria apenas trocar submissão por ego.
A verdadeira autoridade interior precisa de estar ancorada no bom senso.
No amor.
Na responsabilidade.
No respeito pelo outro.
Na consciência das consequências das nossas escolhas.
Nas leis naturais da vida.
Porque uma voz que diz:
“Eu faço o que quero e os outros que se lixem”
não é necessariamente a voz da alma.
Pode ser apenas uma ferida não curada.
Talvez por isso o grande trabalho espiritual não seja encontrar mais uma autoridade exterior que nos diga como devemos viver.
Seja ela um terapeuta.
Um astrólogo.
Um guru.
Um padre.
Um médico.
Um cientista.
Um professor.
Ou um livro.
Todos podem ensinar-nos alguma coisa.
Podem trazer conhecimento.
Podem abrir portas.
Podem mostrar-nos aquilo que ainda não conseguimos ver.
Mas nenhum deveria substituir a nossa consciência.
Até a terapia deveria caminhar nesse sentido.
A astrologia também.
Eu não quero que alguém saia de uma consulta dependente daquilo que eu penso.
Quero que saia mais capaz de pensar, sentir, discernir e ouvir-se a si próprio.
Porque talvez evoluir seja precisamente isto:
diminuir progressivamente o ruído exterior até conseguirmos recuperar aquela voz interior, serena e lúcida, que não precisa de gritar para sabermos que alguma coisa faz ou não faz sentido.
A nossa autoridade divina interna.
Talvez uma parte importantíssima da nossa liberdade comece no dia em que deixamos de perguntar constantemente:
“O que é que os outros dizem que eu devo fazer?”
E recuperamos uma pergunta muito mais difícil:
“Em consciência, com amor, responsabilidade e bom senso, o que é que eu sei dentro de mim que preciso de fazer?”
Porque podemos procurar respostas no mundo inteiro.
Mas há respostas que só conseguimos ouvir quando finalmente fazemos silêncio suficiente para voltar a ouvir-nos a nós próprios.
✨ Se sentes que passaste demasiado tempo a viver condicionada pelas expectativas, opiniões, medos ou vontades dos outros, as minhas consultas podem ajudar-te a compreender onde foste perdendo essa autonomia, quais os padrões que ainda condicionam as tuas escolhas e, sobretudo, a recuperar o contacto com aquilo que verdadeiramente faz sentido para ti.
A Leitura do Mapa Astrológico e Numerológico Kármico, a Hipnoterapia, a Terapia da Criança Interior e a Terapia de Vidas Passadas são caminhos diferentes para um objetivo semelhante:
conhecer-te melhor, libertar condicionamentos e recuperar a autoridade sobre a tua própria vida.
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Bem hajas e até já!
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