Iluminação; o acto de Iluminar

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Fugimos da dor com todas as forças que temos.
Evitamo-la a qualquer custo.
Julgamos o seu poder destruidor de forma exclusivamente negativa.
Fingimos que a dor não existe e contornamos pessoas e situações que ameaçam magoar-nos.
Agredimos, atacamos e evitamos quem representa dor na nossa vida.
Responsabilizamos infantilmente as nossas dores com o comportamento do outro.
Manipulamos pessoas e circunstâncias numa tentativa vã de evitar a dor.

Tanta energia desperdiçada tentando fugir da inevitável experiência da dor que é afinal tão importante como a alegria e o prazer pois ambas são sinais importantes do nosso GPS interno que nos orientam no nosso caminho.

Tal como o prazer e a alegria nos fazem sentir bem, validam quem somos, servem de benção entre nós e a vida ou Deus, incentivam à humildade, fé e gratidão, também a dor tem mensagens valiosas para nós que desperdiçamos quando insistimos em evitar e fugir dela.

A dor, o desconforto, a resistência, o medo são tudo sinais de que a energia não flui, seja com determinada pessoa ou em determinados ambientes e tarefas. Claro que o primeiro impulso de sobrevivência é fugir e evitar dor e sofrimento ou mesmo negá-la. Mas essa atitude só mantém o problema. A dor não vem para castigar mas sim para acordar. Ela não pede repetição mas sim consciência, reorientação, mudança, transformação.

O conceito de confiar e fluir com a Vida tem precisamente como base uma fé inabalável e incondicional na inteligência da vida, uma confiança completa nas Leis Cósmicas do Amor que garantem que todos os movimentos são inteligentemente sustentados pela justiça divina. Sejam os mais belos e amorosos, sejam os mais negros e diabólicos.

O nosso grande desafio é viver a filosofia do equilíbrio que reconhece que as duas experiências, positiva e negativa, luz e sombra, fazem parte da vida. São apenas duas faces da mesma moeda. Duas experiências complementares e essenciais uma à outra. Tal como água fria e quente permitem o morno quando as duas integradas.

A filosofia do equilíbrio não tem nada a ver com ser bonzinho, dar tudo ao outro ou perdoar seja quem for. Tem a ver antes de mais com o reconhecimento da importância e função das duas energias na nossa vida. Qual afinal a proposta de cada uma.

Com a Luz, somos lembrados da mensagem do amor e da Ordem inteligente da vida. Somos testemunhas da Luz quando vemos tolerância, beleza, humildade, carinho e sentimos verdadeira alegria de viver. Quando sentimos a luz reforçamos a nossa fé através de pessoas maravilhosas que nos rodeiam, das oportunidades que nos chegam, da fácil ou leve resolução de problemas. A Luz é a experiência de que a vida pode ser bela, simples, leve e feliz. Com a Luz temos a oportunidade de viver os os desafios com consciência, de olhar para a vida com humildade e respeito, de viver com coragem e liberdade a gigante proposta de evolução individual.

Seria maravilhoso que fosse só assim, mas a proposta da Terra assemelha-se a uma escola exigentíssima onde a par com as experiências maravilhosas que ela tem para nos dar, teremos uma espécie de BootCamp da Alma, ou seja as experiências de crescimento e de superação.

Com a sombra somos então convidados a lidar com os pesos da vida, a amadurecer e aceitar a responsabilidade sobre velhas questões Karmicas que atraímos, ou seja, velhas experiências que não respeitaram as Leis do Amor e por isso, nos aprisionaram à dor e à sombra. É-nos proposto identificar e transmutar padrões negativos que nos mantêm no escuro. É na sombra que se esconde difícil proposta de rendição à Lei do Karma e de aceitarmos responsabilidade por más escolhas do passado. É a sombra que nos mantém numa vibração baixa, que nos empurra para velhas circunstâncias e relações pesadas ou problemáticas com quem andamos presos há muito tempo em busca de Luz. Não como castigo mas como oportunidade de cura. A dor, a frustração, a impotência, a perda são apenas sinais do que ainda não foi olhado, compreendido e iluminado com a Luz do amor.

Viver iluminado não é então viver apenas a Luz e negar ou fugir das experiências da sombra pois essa é uma postura infantil que só irá gerar problemas. Muito menos é acharmos que nós já somos a luz e os outros ou o mundo é são a sombra.

Como a própria palavra diz, iluminação é o acto de iluminar. Pressupõe a existência da sombra.

É a escolha consciente de iluminar o que está na sombra e só conseguimos fazer isso quando temos consciência da nossa sombra, de como ela se esconde, como ela sobrevive e dos passos que teremos que dar para transformá-la e iluminá-la.

Tenho observado ao longo de muitos anos que a maioria não leva a sério este trabalho por uma sismples razão; IGNORÂNCIA!
Razão completamente ridícula no século XXI quando temos tanto conhecimento e sabedoria acessível na ponta dos dedos.

Desperdiçamos metade da nossa encarnação, sem perceber quem somos, porque estamos cá e qual a razão da nossa existência, repetindo cegamente os padrões da sombra que trazemos do passado e outra metade a projetá-la nas pessoas e circunstância à nossa volta, ficando reféns da vitimização gerando assim ainda mais sombra.

As experiências da dor e da perda servem o propósito de nos acordar e responsabilizar a dar uma positiva, curadora e amorosa resposta aos velhos desafios. Mas a verdade é que não precisamos sofrer tanto quando o conhecimento e a sabedoria são o caminho mais leve e fácil para o mesmo fim.

Se queres perceber melhor a tua pessoa, a tua história Karmica, a tua missão, o teu momento actual, desafios passados e oportunidades presentes, envia email para veraluz@veraluz.pt ou ou encaminha para alguém que precise de ajuda.
Mais informações consulta https://linktr.ee/veraluz_
Bem hajas e até já!
Vera Luz

 

Image by Jan den Ouden from Pixabay

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