Temos uma ilusão curiosa em relação ao passado: achamos que, quanto mais tempo passa, mais longe estamos dele.
Passaram 30 anos desde a infância, dez desde aquela relação, cinco desde aquela crise. Mudámos de vida, fizemos terapia, aprendemos, crescemos e acreditamos que determinadas histórias ficaram definitivamente para trás.
Até que aparece uma pessoa nova e sentimos exatamente aquilo que sentíamos com a nossa mãe.
Saímos de uma relação tóxica e, anos depois, descobrimos que estamos novamente perante uma dinâmica muito parecida.
Mudamos de emprego e encontramos outro chefe que acorda exatamente a mesma ferida que um dia o pai também despoletou.
E pensamos:
“Outra vez? Eu não saio da cepa torta?”
Mas talvez não estejamos encalhados.
O erro está em imaginarmos a evolução como uma linha reta, quando a vida evolui em espiral evolutiva.
E numa espiral passamos várias vezes pelos mesmos lugares, muitas vezes pelas mesmas pessoas ou desdobramentos delas, e por experiências muito idênticas às que um dia já vivemos.
E porque afinal isto acontece?
Porque as lições e proposta evolutiva do nosso mapa astrológico são as mesmas a vida inteira e a vida irá sempre conspirar para que elas se concretizem.
A astrologia ajuda-nos a compreender isto melhor.
O mapa mostra as nossas energias, os dramas, os nós e os emaranhamentos que trazemos do passado e, à volta dele, circulam os trânsitos que nos vão empurrando para a nossa evolução, fazendo atrair pessoas e experiências que vêm testar se ainda vamos dar a velha resposta que nos emaranhou e aprisionou ou, se já conseguimos dar a resposta madura, adulta e amorosa que permite a libertação e evolução para o patamar seguinte..
Porque a evolução não significa:
“Já passei por isto, portanto nunca mais me vai acontecer.”
Era bom e fácil que assim fosse!
O problema pode e vai voltar.
A diferença está naquilo que fazemos quando ele volta.
Podemos dar-lhe exatamente a mesma resposta de sempre e aí, sim, continuamos presos ao padrão.
Ou podemos reconhecer:
“Eu conheço esta história. Mas desta vez vou fazer diferente.”
Antes calava-me. Hoje falo.
Antes implorava. Hoje deixo ir.
Antes precisava de aprovação. Hoje não me faz falta nenhuma.
Antes ficava dez anos. Hoje reconheço em três meses.
Antes culpava o outro. Hoje procuro perceber o que aquela experiência está a revelar em mim.
Antes confundia amor com sofrimento. Hoje já não consigo chamar amor àquilo que é tóxico e nascido de apego e ilusão.
É isto que liberta um padrão.
Não é necessariamente evitar pessoas controladoras, situações difíceis, abandonos, rejeições ou velhas feridas.
É aquilo que antigamente tinha poder para nos prender deixar de encontrar em nós a mesma resposta.
Por isso, quando a vida te colocar novamente perante alguma coisa que juravas já ter ultrapassado, em vez de perguntares:
“Porque é que isto me está a acontecer outra vez?”
experimenta perguntar:
“Que resposta posso dar hoje diferente, mais leve e honesta do que dei da última vez?”
Porque talvez o segredo da evolução não esteja em nunca mais regressarmos aos velhos lugares.
A vida arranjará maneira de lá voltarmos.
Está sim em regressarmos com mais consciência.
A vida pode voltar a apresentar-nos o mesmo padrão muitas vezes.
Mas é uma resposta diferente que transforma a repetição em evolução e, finalmente, nos liberta.
Se sentes que existem situações, relações ou padrões que se repetem na tua vida e gostavas de compreender a sua origem e aquilo que te estão a pedir para transformar, marca a tua Leitura do Mapa Astrológico e Numerológico Kármico ou consulta terapêutica.
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Vera Luz
Bem hajas e até já!
Vera Luz
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