Somos mais livres do que imaginamos… e muito mais prisioneiros do que admitimos.

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A sociedade em que vivemos foi construída, sobretudo, para responder às necessidades do mundo visível.

Às necessidades do corpo.

Do plano físico.

Material.

Financeiro.

Precisamos de escolas para educar a mente, de médicos para cuidar do corpo, de bombeiros para nos proteger, de comerciantes para garantir alimento, de transportes para nos deslocarmos, de empresas, de serviços, de administração, de profissionais das mais diversas áreas.

E ainda bem.

Cada um de nós pertence a este enorme organismo chamado sociedade e vem contribuir com aquilo que sabe fazer melhor.

Mas, enquanto aprendíamos a cuidar do mundo visível…

Esquecemo-nos quase completamente do mundo invisível.

Quem nos ensina a lidar com o medo?

Quem nos ensina a compreender o sofrimento?

Quem nos explica porque repetimos determinados padrões?

Quem nos ajuda a interpretar a nossa história?

Quem nos fala da consciência, da liberdade interior, da responsabilidade pessoal, da ancestralidade, das emoções, da intuição, das leis universais, do propósito da alma?

Quem nos ensina que podemos viver uma vida inteira presos a memórias, lealdades invisíveis, culpas, crenças e medos… sem sequer nos apercebermos disso?

Praticamente ninguém.

Construímos uma sociedade brilhante para cuidar do corpo.

Mas deixámos o espírito praticamente entregue a si próprio.

E talvez seja precisamente por isso que hoje assistimos a um paradoxo extraordinário.

Nunca tivemos tanto conforto.

Nunca tivemos tanta tecnologia.

Nunca tivemos tanta informação.

E, no entanto…

Nunca vimos tantas crianças ansiosas.

Tantos jovens perdidos.

Tantos adolescentes deprimidos.

Tantos adultos sem propósito.

Tantas pessoas a sobreviver em vez de viver.

Alguma coisa falhou.

Porque uma sociedade que apenas alimenta o corpo, mas ignora a alma, nunca poderá produzir seres humanos verdadeiramente equilibrados.

O mais preocupante é que fomos normalizando este desconforto.

Normalizámos o stress.

Normalizámos viver cansados.

Normalizámos relações tóxicas.

Normalizámos profissões que roubam a alegria.

Normalizámos a ansiedade.

Normalizámos o vazio.

Normalizámos sobreviver.

Como se fosse esse o destino natural do ser humano.

Mas eu acredito exatamente no contrário.

Não nascemos para normalizar o desconforto.

Nascemos para aprender.

Para crescer.

Para amar.

Para desenvolver consciência.

Para descobrir quem realmente somos.

Ao contrário do que tantas vezes nos fizeram acreditar, a nossa verdadeira identidade não é o corpo.

O corpo é apenas o veículo.

A verdadeira identidade é a consciência que o habita.

É o espírito que utiliza esta vida para crescer, experimentar, amar, transformar-se e evoluir.

Mas atenção.

Também não acredito que a solução passe por rejeitar a sociedade.

Seria profundamente ingrato.

Graças a ela temos hospitais, escolas, estradas, segurança, supermercados, tecnologia, conforto e qualidade de vida que nenhuma outra geração alguma vez conheceu.

O problema não é a sociedade.

O problema é quando lhe entregamos também a nossa liberdade interior.

Quando obedecemos cegamente.

Quando deixamos de pensar.

Quando deixamos de sentir.

Quando desistimos de escolher.

Há responsabilidades que fazem parte da vida.

Precisamos de trabalhar.

Pagar impostos.

Cumprir regras.

Contribuir para o bem comum.

Essas fazem parte do jogo.

Mas existe uma enorme diferença entre aquilo que somos obrigados a cumprir…

E aquilo que somos livres para escolher.

Somos livres para escolher a profissão que nos faz sentido.

As relações que permitimos.

As amizades que cultivamos.

A forma como educamos os nossos filhos.

A espiritualidade que seguimos.

Os livros que lemos.

Os ambientes onde permanecemos.

O significado que damos à nossa vida.

É precisamente aqui que começa o verdadeiro exercício do livre-arbítrio.

Ao longo de muitos anos de consultas, tenho observado um padrão curioso.

Vejo pessoas profundamente infelizes… a tentar mudar aquilo que nunca dependerá delas.

O pai.

A mãe.

O passado.

A personalidade do companheiro.

O chefe.

A família.

E, ao mesmo tempo, completamente paralisadas perante aquilo que depende exclusivamente delas.

Colocar limites.

Mudar de profissão.

Terminar uma relação abusiva.

Aprender a dizer “não”.

Procurar ajuda.

Curar as próprias feridas.

Conhecer-se.

É curioso.

Gastamos uma energia gigantesca a tentar mover montanhas…

Enquanto ignoramos a porta que sempre esteve aberta ao nosso lado.

Talvez por isso goste tanto de resumir a liberdade humana numa única frase:

Somos muito mais livres do que imaginamos… e muito mais prisioneiros do que admitimos.

Porque, na verdade, as maiores prisões raramente são exteriores.

São interiores.

Existem prisões mentais.

Familiares.

Religiosas.

Emocionais.

Sociais.

Ideológicas.

Políticas.

Filosóficas.

Temporais.

Relacionais.

Todas elas moldam a forma como vemos o mundo, como nos vemos a nós próprios e como escolhemos viver.

Mas, depois de milhares de consultas, se tivesse de resumir todas essas prisões em apenas três, escolheria estas:

Medos.

Que nos congelam e impedem a ação.

Apegos.

Que nos prendem ao passado, às pessoas, às expectativas e às ilusões de controlo.

Ilusões.

Que nos impedem de ver a realidade como ela é e atrasam o nosso amadurecimento.

É por isso que termino tantas consultas exatamente da mesma maneira.

Convidando cada pessoa a fazer as pazes com a sua vida.

Mas fazer as pazes não significa submissão.

Não significa resignação.

Não significa aceitar tudo como está.

Pelo contrário.

Fazer as pazes implica aceitar aquilo que nunca poderá ser mudado…

E mudar, com coragem, tudo aquilo que pode ser transformado.

Aceitar a família onde nascemos.

O passado que já aconteceu.

As perdas que a vida trouxe.

Mas não aceitar uma relação abusiva.

Não aceitar uma profissão que nos destrói.

Não aceitar uma vida vazia.

Não aceitar uma existência onde sobrevivemos todos os dias enquanto fingimos que está tudo bem.

É aqui que a terapia faz sentido.

Não para mudar aquilo que é imutável.

Mas para mostrar onde ainda existem cordas que podem ser cortadas.

Onde ainda existem prisões que podem ser abertas.

Onde ainda existe liberdade por conquistar.

Porque conhecer os dois lados da vida, aquilo que devemos aceitar e aquilo que devemos transformar, é talvez a maior expressão do poder pessoal.

E talvez seja esse o verdadeiro caminho para uma vida de paz.

Não a paz da resignação.

Mas a paz de quem finalmente deixou de lutar contra o inevitável…

…e começou a lutar por aquilo que realmente depende de si.

Se sentes que chegou o momento de compreender melhor as tuas prisões, os teus padrões e a proposta de evolução da tua alma, a Leitura do Mapa Astrológico e Numerológico Kármico e a Hipnoterapia podem ajudar-te a distinguir aquilo que precisa de ser aceite daquilo que está à espera da tua coragem para ser transformado.

veraluz@veraluz.pt

967 988 990

Mais informações:

https://linktr.ee/veraluz_

Bem hajas e até já!

Vera Luz – Astrologia Karmica & Regressão a Vidas Passadas

Foto de Kevin Malik

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