Muita gente se pergunta;
“Como é possível alguém tão bom e puro ter atraído uma pessoa tão má e diabólica?” ou “Como é que uma pessoa tão doce e paciente ter casado com um homem tão frio e egoísta?” ou “Como é que aqueles pais tão responsáveis e amorosos foram ter um filho tão infantil e irresponsável?”.
Todos ainda caímos um pouco na ilusão de separar o carrasco e a vítima. Ilusão porque na realidade a energia opera de forma inteligente e por isso atraímos espelhos e vibrações do que em nós vive inconsciente.
Essa velha ideia de separar bons e maus, vítimas e carrascos não se aplica na Nova Era. mais cedo ou mais tarde todos iremos aceitar a realidade de que o pior carrasco esconde em si a energia da luz e do amor assim como a mais inocente vítima esconde em si a energia do medo e da violência.
O Livre Arbítrio é o mecanismo que permite a cada um de nós fazer escolhas positivas ou negativas, escolhas essas que nos serão devolvidas pela Lei do Karma através das pessoas fáceis e difíceis que vêm parar à nossa vida.
Estes princípios orientais ancestrais, inteligentes, amorosos e sagrados, regem a nossa realidade e trazendo e levando das nossas vidas, o que permite que o plano de evolução aconteça. No entanto, mesmo sendo conceitos e leis relativamente simples de compreender, a maoria das vezes, ignoramos esta visão e caímos nas enormes tentações humanas do julgamento e da vitimização.
É o nosso ego que insiste em nos manter iludidos de que somos sempre a vítima na mão de infinitos carrascos. Na crença de que somos sempre bons, que estamos sempre certos, que fizemos sempre a boa escolha e que o outro é sempre o mau, o errado, o carrasco.
Mas a verdade é que a Lei da Atração nunca se engana na porta e a realidade mostra que esta postura não raras vezes atrai precisamente o oposto.
Para além da ilusão a que estamos sujeitos, a dualidade que nos habita mostra o que a maioria ainda resiste a ver;
Dentro do pior carrasco, está alguém com uma história de dor, de sofrimento, de trauma não integrado que age a partir da dor e que um dia, levado ao extremo, perderá a força e cairá na postura da vítima onde então terá então a oportunidade de se curar.
Dentro da “inocente” vítima esconde-se a raiva, o rancor, o ressentimento, a impotência, a vontade de vingança que aos poucos, levadas ao extremo conduzirão a posturas de carrasco.
Por isso, resposta a todas as questões iniciais?
– Ambos estão na mesma vibração, atraídos pela Lei da atração.
Então mas o que têm em comum a vítima e o carrasco?
– Falta de consciência pessoal, falta de amor próprio, ilusões de procurar alimento no outro, carências emocionais profundas, ignorância espiritual, apegos e dependências exageradas, falta de autonomia.
Como diz o ditado, é preciso dois para dançar o tango.
Nas relações tóxicas, precisamente porque consistem de dois inconscientes e dois dependentes, há uma tendência a procurar a solução no outro, a precisar do outro para estar bem, a tentar que o outro mude, a usar jogos de manipulação para que o outro faça ou seja o que gostaríamos que fizesse ou fosse, usando ambos não raras vezes posturas de vítima e carrasco como vimos no início.
No entanto, tudo isto será em vão pois a cura jamais estará no outro mas sim no retorno individual e consciente de cada um à sua própria polaridade e depois então, ao seu próprio equilíbrio.
A velha forma de ver as relações tóxicas fazia-nos perguntar; “Porque o outro é assim? Ou porque faz o que faz? Ou porque não é como eu gostava?
A nova forma consciente e saudável de observar as relações tóxicas deverá fazer-nos questionar; “ Porque atraí esta pessoa? O que tenho a aprender com ela? O que é que eu estou aqui a fazer? O que me prende a esta pessoa? O que ela mostra de mim que eu não sei e preciso conhecer?
A educação religiosa dos últimos vinte séculos, levou-nos a acreditar que a postura da vítima é válida e aceite e o carrasco é sempre julgado e mau. Por essa razão, mantemo-nos ignorantes quanto à polaridade, arrastando estes padrões durante vidas seguidas. Ou seja, a vítima continua a projectar a sua sombra no carrasco e o carrasco continua desligado da sua luz.
Nesses velhos tempos de ignorância espiritual, dogmas religiosos e verdades absolutas, havia razão para mantermos esta ignorância e adiar a cura do ser humano. Mas hoje, num tempo de informação, conhecimento e sabedoria em que vivemos, acessíveis a todos, manter a postura julgadora e separatista de vítima e carrasco, é viver na cegueira, é resistir ao óbvio, é escolher a postura infantil e não madura, adulta e responsável sobre si mesmo e sobre a vida.
Deixo-te um convite para observares, onde, com quem, de que forma é que ainda julgas alguém e te sentes vítima do seu comportamento, escolhas ou atitudes.
- Tens tido bom resultado?
- Sentes-te livre dessa pessoa?
- Como lidas com o ressentimento, raiva ou rancor?
- Já reparaste que tens mais do que uma pessoa assim na tua vida?
- Provavelmente Mãe, Pai ou algum dos irmãos?
- Sabias que outro é apenas espelho de uma sombra tua que rejeitas em ti mesm@?
- Sabias que o teu julgamento é o que te prende a essa energia?
- Sabias que essa pessoa faz parte do teu Karma pessoal?
- Sabia que há formas de te libertares desses padrões e evitar repetir essa dor?
Se queres perceber melhor a tua pessoa, a tua história Karmica, a tua missão, o teu momento actual, desafios passados e oportunidades presentes, envia email para veraluz@veraluz.pt ou ou encaminha para alguém que precise de ajuda.
Mais informações consulta https://linktr.ee/veraluz_
Bem hajas e até já!
Imagem de Nick Magwood por Pixabay

