Mais do que nunca, precisamos trazer o valor da Liberdade de volta para cima da mesa.
Infelizmente, um valor universal e direito básico humano está em risco em pleno século XXI.
Vivemos a tomar a Liberdade por garantida quando na verdade, e para quem já começou a perceber o que se anda a passar no mundo, nunca esteve tão ameaçada.
Estamos a viver uma história semelhante à do sapo que foi colocado numa panela de água fria no fogão aceso baixo e que aos poucos vai sendo cozinhado, sem se aperceber disso.
Basta olharmos para a nossa sociedade e as pessoas para percebermos os proibidos e obrigatórios, as limitações e permissões, prazos e multas, regras e leis em exagero, abusos e pesos burocráticos e financeiros que são aplicados sem qualquer consulta ou respeito pela população.
Somos condicionados para fazer tudo; ganhar dinheiro, pagar impostos, cumprir regras de trânsito, comprar casa, herdar bens, ter um carro, tirar férias, cumprir horários e deveres, sermos psicologicamente condicionados pelos conteúdos escolhidos e manipulados dos canais televisivos. Basta circular de carro pela cidade e observar a quantidade ridícula de sinais e postes de regras de trânsito, radares e respectivas multas que temos à nossa volta.
Tivemos nos últimos anos a censura de opinião nas redes sociais, o abafamento e condenação pública de opiniões dissonantes e contraditórias à narrativa do estado, no esconder de notícias reais que não interessam ser espalhadas, de despedimentos e afastastamento de pessoas inconvenientes e críticas do sistema e até a ameaça de violação da liberdade de escolha no que toca à violação do livre arbítrio e integridade do próprio corpo a injectar substâncias duvidosas.
Não escrevo naturalmente para aqueles que estão confortáveis com a sociedade, que confiam no poder político, que adoram regras e limites, que projectam no estado os seus problemas de maturidade e autoridade, que confiam cegamente na boa vontade dos governantes acreditando que o estado é o papá que falhou na infância e que irá sempre protegê-los, pois esses não percebem ainda, na sua imaturidade, o que é a Liberdade.
Mas Portugal é um país livre e vivemos em liberdade e democracia, diz a maioria.
Se pensas que és livre, pensa bem pois estás enganado!
Politicamente a nossa liberdade reduz-se a uma cruzinha de 4 em 4 anos que pouco ou nada vale, socialmente falando, resta-nos a “liberdade” de cumprir e obedecer, de aceitar e submetermo-nos à “lei”, se queremos ter uma vida tranquila e sem consequências pesadas.
Não são estes os mesmos princípios que o presidiário ouve quando entra na prisão?
E se achas que estou a exagerar, deixo-te um video que considero obrigatório para os ingénuos, que te mostrará a podridão escondida no mundo, a forma lenta e vagarosa como nos estão a cozinhar e aos poucos a roubar a liberdade de forma inteligente, ou seja, sem que tenhamos qualquer consciência disso. Estar atento, manter a mente aberta, duvidar e questionar as fontes de informação oficial, procurar e pesquisar informação por conta própria, ver em canais privados o que REALMENTE se anda a passar no mundo, ter espírito crítico é o que nos ajudará a resistir a mais abusos à nossa Liberdade e a evitar repetir não só abusos do passado como a repetir este tipo de sociedade doente no futuro.
No entanto, mostra a Lei da Correspondência que o que está fora é igual ao que está dentro. De nada interessa ir contra ou tentar mudar a sociedade quando a sociedade é um espelho do indivíduo e as suas qualidades e defeitos, um reflexo da nossa luz e da nossa sombra.
Tal como na terapia que promove a responsabilidade pessoal, precisamos aplicar o mesmo principio a nível social; Começar pela transformação pessoal.
Enquanto como cidadãos e indivíduos, não formos à raíz do problema, enquanto não olharmos para o lado sombra, não seremos capazes de aceder à luz. A sociedade tal como a conhecemos, com os seus benefícios e regalias que também as tem, mas com toda a sua podridão e corrupção tanto política como financeira, como social, é um espelho do que FOMOS.
Se nada mudarmos, sem investimento pessoal, sem a criação de um novo indivíduo, não seremos capazes de criar ou fazer parte da sociedade iluminada, justa, ecológica, humana, sensível e pessoalmente responsável que temos o potencial de criar.
Como em todas as reviravoltas da história, tanto pessoal como social, a dualidade faz-se mais presente do que nunca e podemos reconhecê-la tanto em movimentos bem definidos;
– Os que estão espiritualmente adormecidos, enraizados em hábitos antigos, em valores recebidos de forma cega e automática mas ultrapassados, zonas de conforto político, financeiro, familiar, relacional mental e social, na busca de orientação e identidade no exterior, normalmente em figuras paternalistas e protetoras, revelando assim uma falta de responsabilidade pessoal sobre a sua própria energia e escolhas. Estes são aqueles que por medo da mudança ou do desconhecido e por apego às suas verdades e pseudo-identidades externas, irão oferecer resistência ao novo e ao inevitável processo de transformação. São estes que sem qualquer estudo ou investigação, se colocam a favor e votam nos que de forma manipuladora, apresentam discursos superficiais, cheios de palavras bonitas e valores humanos e que prometem a salvação.
– Os que estão despertos para a sua existência, estão também atentos às suas escolhas e como as escolhas dos outros violam ou respeitam os limites pessoais. Estes são aqueles que já reconheceram o seu poder pessoal, já despertaram para o espírito humanitário de igualdade e responsabilidade pessoal sobre a sua vida, sobre a sua energia e existência e que sabem defender e viver os valores universais conhecidos de todos. Estes serão os inconformados, os que já sabem detetar jogos de manipulação, os que têm. coragem de expor o sistema corrupto, os que têm a coragem de ser diferentes, os que se lembram que nasceram para SER livres, para dar significado nobre à sua existência e para defender os seus ideais.
Chegou o momento…
O dia da Liberdade não pode estar preso a uma data, embora claro que há que celebrar todas as vezes que os valores universais estão acima dos interesses pessoais, polítivos, financeiros. Mas nunca tomemos a Liberdade por garantida, seja ela pessoal ou social.
E o que é afinal a Liberdade?
Antes de mais é importante perceber que embora seja um valor Universal, ela tem representações e simbologia diferente para cada um de nós e até para cada cultura, sexo, idade, religião.
Muito antes de ser um valor humano, a Liberdade é um valor espiritual que nos foi dado na forma de Livre Arbítrio. Ou seja, foi-nos concedido por Deus a liberdade de escolha e temos nas Leis Universais descritas por Hermes Trismegisto, a mais famosa que nos lembra que toda a ação coloca em movimento forças que trarão ao próprio a consequência da mesma.
Por isso, muito acima da lei dos homens, está a lei de Deus, também conhecida como Lei do karma. Infelizmente vemos uma sociedade dessacralizada, onde políticos, milionários e juízes tentam tomar o lugar de Deus com consequências socais e karmicas desastrosas.
Temos na internet infinitas explicações, definições e textos sobre a liberdade, trabalho de investigação que incentivo todos a fazer. Principalmente na história onde e como ela foi honrada ou desrespeitada.
Aqui deixo a minha definição pessoal, aquilo que a liberdade é para mim e convido-te já a deixares a tua depois de meditares um pouco sobre ela no seu dia a ela dedicado.
Mais do que a definirmos pois palavras leva-as o vento, é importante perceber se estamos a vivê-la, pois a ideia está para o sabichão como a experiência está para o mestre.
Aprendi ao longo dos anos que a Liberdade é a base da felicidade e ambas não só são relativas, como principalmente, são pessoais.
Ninguém pode definir o estado de harmonia e felicidade pelo outro. Cabe a cada um de nós decidir, ou melhor ir decidindo, com muita consciência e flexibilidade ao longo da vida, o que é a felicidade e a liberdade a cada momento. É importante lembrar que não existe liberdade total.
Basta lembrar que a dança no mundo dos opostos, que é a vida na Terra, gira entre o valor da liberdade e tudo o que nos aprisiona. Entre o vazio da Lua e a abundância do Sol. Entre os desejos da personalidade e os anseios da alma. Entre o que a mente nos faz acreditar e o coração nos faz sentir. Entre aquilo que é a pesada bagagem ancestral e a proposta de limpeza e evolução de cada um. Entre a liberdade de ter e a liberdade de ser. Liberdade é então para mim reclamar o direito de poder escolher o que me dignifica, como mantenho a minha soberania, como atinjo o meu equilíbrio, como me sinto feliz, como acedo do meu sol, como cumpro o meu propósito.
Para vivermos a verdadeira Liberdade, precisamos ter muita consciência e até respeito pelo seu oposto, ou seja, tudo o que nos aprisiona e restringe, tanto dentro como fora de nós.
Os anos de terapia e terapeuta mostraram-me que a felicidade de SER estará sempre acima da felicidade de TER. A verdadeira e maravilhosa liberdade tem que estar sempre ao nível da alma na capacidade de expressarmos a mais bela versão de nós próprios, pois também sabemos os estragos que ela faz quando vivida apenas ao nível da personalidade. Muito pior do que as restrições sociais, financeiras, geográficas, relacionais, são as prisões pessoais, mentais, emocionais e até espirituais e ao contrário das externas que nem sempre são possíveis de superar, as internas estão na nossa mão mudar e curar.
Fica assim o convite para que este dia da Liberdade te lembre que todos os dias deve ser celebrada a Liberdade pois sem ela e sem investimento sobre ela, não conseguiremos ser quem nascemos para ser e muito menos fazer parte de uma sociedade justa, amorosa e saudável.
“A liberdade não é uma dádiva que nos foi concedida por outros homens mas, sim, um direito que nos pertence pelas leis de Deus e da natureza.” Benjamin Franklin
Mais do que celebrar algo que claramente está sob ameaça, pensemos e meditemos bem sobre os princípios da Liberdade e da importância dela ser respeitada tanto por nós como pelos outros!
Vera Luz
Imagem de (Joenomias) Menno de Jong por Pixabay

