Practicar a Abundância

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A imensidão do Universo, a riqueza dos recursos naturais da Terra, a máquina perfeita que é o ser humano, as órbitas matematicamente alinhadas dos Planetas e a simbologia esotérica dos mesmos na explicação do propósito existencial do ser humano, a força, beleza e equilíbrio da mãe Natureza, o calor do Sol, o impacto que tem o amor incondicional .. enfim, estas e outras evidências provam-nos todos os dias que o Universo é abundante e rico por natureza.

Ou seja, a máquina cósmica está permanentemente a conspirar para encher o nosso copo das mais variadas maneiras.

Consciente e apoiada por este processo amoroso e sagrado, a nossa alma flui pela vida sabendo que tem o poder permanente de manifestar essa mesma abundância e sabe a diferença entre abundância interior e exterior pois algumas situações irão alimentar uma outras a outra. Essa é a base da experiência na dualidade.
Sabe que nada se perde e nada se ganha mas apenas se experiencia e transforma nas vertentes positivas ou negativas de acordo com a filosofia dos antigos Mestres Taoístas, Yin e Yang.
No espírito da abundância vivemos a fé de que haverá sempre mais do que suficiente para todos, que o universo conspira para encher os copos de todos e cabe nós apenas alinharmo nos energeticamente com essa abundância interior.
Por ter consciência da natureza energética de toda a realidade, a alma sabe que a nossa realidade interior, sejam emoções, pensamentos, crenças ou frequências, se irá materializar no exterior, dando-nos a oportunidade de as experienciarmos na vertente do dador e do receptor, pois só assim, eventualmente, as podemos equilibrar dentro de nós.
É natural então que as experiências de quem vive a partir da alma sejam vividas como bênçãos que SEMPRE trazem algo de positivo e que sempre vêm encher o nosso copo. Seja de aprendizagens ou de sabedoria.

Pelas mais variadas razões, que tanto passam pelo desligamento do divino, pelo exagerado espírito de competição, pelo deslumbramento do mundo material em detrimento do mundo espiritual. O nosso ego tende a condicionar-nos a acreditar na carência, na falta de, no medo de perder seja o que for, no terrível síndrome do “copo vazio” e vive em luta permanente contra uma energia invisível que acredita conspirar para esvaziar o nosso copo.
Este estado de tensão e medo interior, criado apenas por sentimentos e crenças na escassez, alimentados pelo constante medo, cria em nós mecanismos de ansiedade gerados pela postura de defesa e ataque permanentes e que nos levam a controlar exageradamente tudo para que o copo não esvazie.
Tal como na experiência anterior da alma, o mundo lá fora irá mostrar o estado interno em que estamos e se é a energia da escassez e medo do copo vazio que flui em nós, será isso que iremos manifestar no mundo lá fora. Será apenas então na experiencia exterior que iremos sentir se queremos manter ou mudar a nossa formula.

A ignorância acerca do funcionamento da energia e o apego às velhas crenças do medo, fez-nos acreditar que somos vitimas de um Deus caprichoso que enche e esvazia copos conforme os seus oscilantes e doentios estados de humor enquanto que os mais cépticos que rejeitam esta visão, fogem para a básica explicação de estarmos sujeitos á sorte e ao azar…

Aos poucos a Antiga Sabedoria começa a vir ao de cima e melhor do que isso começa a ser provada cientificamente, mostrando-nos das mais variadas maneiras o que afinal sempre quisemos acreditar;

Que temos o poder de criar a realidade em que queremos viver simplesmente mexendo na nossa própria energia, nas nossas emoções e nos nossos pensamentos.
Não foi por acaso que o filme The Secret foi um dos mais vistos senão mesmo o mais visto de sempre…

O apelo que sentimos à ideia de tal autonomia e disciplina mental e emocional é o acordar de uma velha sabedoria dentro de nós que espera há séculos para vir comprovar que de facto somos capazes desse tipo de poder pessoal interior.

No entanto a liberdade que sempre nos foi dada de experienciarmos a realidade como queremos, permitiu-nos ir longe demais, abusar desse mesmo poder e cair nas tramas do ego. Por causa dessas escolhas ficámos presos a dividas kármicas que enquanto não forem equilibradas não permitem a abundância que tanto ansiamos de chegar até nós. E lembremos que esta abundância que a alma anseia nada tem a ver com estatutos sociais ou materiais…

Confrontados aqui na Terra com a dinâmica da Lei do Retorno, todos esses equilíbrios em forma de perdas foram vistos como castigos divinos, caprichos de um Deus punidor e condicionaram-nos a acreditar que de facto a máquina cósmica conspira para esvaziar o nosso copo, alimentando a velha crença do Deus punidor.

Conforme nos vamos libertando de toda essa densidade kármica que temos acumulada em nós, principalmente oriunda dos últimos 2000 anos de crenças distorcidas, vamos aos poucos resgatando a original e ancestral sabedoria que nos lembra que Deus Fonte é, sempre foi e sempre será Amor e que o Universo é um espaço inteligente regido por leis cósmicas que conspiram sempre a favor da materialização desse mesmo Amor.

O Deus que sentimos como injusto ou aquilo que vemos então como perda não é mais do que a remoção do que nos impede não só de expressar amor como de recebermos amor. De descobrirmos a diferença entre valor interior e valor exterior. Resumindo, de resgatarmos a nossa humanidade e relembrarmos o que nos une mais do que o que nos separa.

Sendo assim, usemos a nossa consciência e liberdade de escolha de nos concentrarmos no que temos em vez do que não temos. No que somos e não no que ainda não somos. No que já conquistámos e não no que ainda nos falta. No que já conseguimos ser e não no que ainda não somos.

E que esta intenção dure sempre…

Bem Hajam!

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