O poder e a liberdade que temos de… Escolher!

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Dizia Albert Einstein;

“Se continuarmos a fazer as mesmas coisas, vamos ter sempre os mesmos resultados.”

Todos temos uma história. E quer acreditemos quer não, maior parte dela está inconsciente e vive escondida algures em nós. Perto do que carregamos nas nossas células em memórias, experiências, aprendizagens e maturidade adquiridas em vidas passadas, o que vivemos na vida presente, em comparação, é mesmo muito pouco. Atrevo-me mesmo a dizer que nós somos a personificação dessa história. Ou seja, o resultado final de todos esses momentos passados.

Visto assim, podemos então observar que o que temos vindo a comer está reflectido no nosso corpo. O que temos vindo a pensar vaza para as nossas ideias e discursos. O que temos vindo a sentir está espelhado nos olhos e no nosso estado de espírito, e o que temos vindo a acreditar está visível na nossa rotina.

Os padrões do passado são facilmente identificáveis em duas vertentes;

– nas aversões ou apegos doentios e difíceis assim como nos dolorosos vícios que mantemos e também

– nas atracções ou talentos que estão reflectidos normalmente nos passatempos e hobbies que gostamos.

Esse conjunto é a nossa história. Não é quem realmente somos, mas apenas a nossa história. É toda essa energia que se passeia pelas nossas células e que nos condiciona 24h por dia e que entra em estado de alarme sempre que nos deparamos com encruzilhadas.

Dependendo do nosso historial, da qualidade das experiências porque já passámos, da capacidade de superação das mesmas, do tempo que a nossa história tem, nós, hoje, aqui e agora, somos o produto final.

Alguns trazem os seus talentos à flor da pele. Crianças prodígio, sobredotadas, capazes de proezas fantásticas e capazes de dominar matérias que de outra maneira levariam muitos anos a estudar. Outros trazem as suas dores, as suas (ainda) incapacidades, outras trazem a sua agressividade e arrogância em busca também do equilíbrio na forma de humildade e tantos mais exemplos que poderiam também estar escondidos dentro da mesma pessoa.

Quando nos deparamos com comportamentos desequilibrados logo desde a infância, não serão apenas espíritos que mudaram de vida e não se aperceberam? Quantas vezes nos perdemos nós no dia da semana e até no mês?

Colocando em termos cósmicos, porque não haveríamos de baralhar a vida em que estamos? Como poderiam bebés ou crianças pequenas incorporar tão bem padrões de comportamento que facilmente encontramos na mãe ou no pai? Não foi afinal o Sr. Einstein que disse que o tempo é relativo? E o facto de todas as crianças já nascerem tão diferentes não é facto suficiente para considerar a teoria?

Sendo assim vamos ver o exemplo de uma mulher que morre afogada numa travessia transatlântica há 200 anos atrás. Esse evento reflecte-se aqui como uma óbvia e declarada resistência à água. Ela não sabe porque. Nunca teve questões com a água na vida presente. Mas o medo está lá.

Eu acredito que mais do que herdar a biologia dos nossos antecessores ou familiares, herdamos a história emocional das personagens que já encarnámos. Ou seja, a nossa historia não está apenas para trás mas mais para dentro. E cabe-nos a nós levar essa história a patamares mais felizes através da libertação do padrão do passado. Evento por evento. Memória por memória. Episódio por episódio.

A regressão mostra e faz-nos sentir o quanto cada uma delas torce por nós, conta connosco para que possamos conseguir o que elas não conseguiram. Finais felizes. As que ainda estão presas no drama anseiam pela nossa coragem e escolha pela libertação. As que desenvolveram talentos magníficos escondidos dentro de nós, anseiam também pela nossa coragem de os revelar.

Cada evento que atraímos, irá assim trazer-nos a possibilidade de o superar, de o libertar, de lhe dar um final feliz.

Para isso precisamos então de estar atentos, precisamos viver despertos para esta realidade, precisamos relembrar que temos o poder de escolher uma nova atitude. Que no que toca aos dramas, temos a liberdade de escolher um novo padrão. Que apenas somos prisioneiros das circunstancias num eterno reviver do mesmo filme até que lhe demos uma nova vibração. Até que lhe demos um final feliz.

Enquanto alimentarmos o velho padrão iremos viver a mesma história.

Até esse objectivo ser atingido, até haver libertação do padrão do passado, as nossas personagens não descansam e mantêm-nos presos na mesma história, recriando sempre o mesmo final.

No caso da mulher afogada ela irá acreditar que apenas “escolhe” não ir à praia ou que não “gosta” de piscina. Só haverá uma escolha consciente e diferente quando o padrão for reconhecido. Quando tiver noção da sua história. Até lá é uma escolha condicionada pelo medo.

Sendo assim, sem noção de quem é ou da sua história e do seu passado, a nossa mulher à beira da piscina irá resistir eternamente. Ou, pior, irá atrair eventos que a levarão à água contra vontade. O seu ego aproveitando-se da sua inconsciência irá dificultar-lhe ainda mais a tarefa e a fará acreditar que a sua recusa é uma livre escolha.

Mas se pelo contrário ela já tomou consciência do seu padrão, já conhece a sua história e até já conheceu a sua antecessora numa regressão, já aceitou humildemente porque está hoje perante aquele desafio da água. Sabe agora que precisa Escolher libertar aquela energia dentro de si e mostrar-lhe um final feliz.

E sempre que uma alma se consegue superar, sempre que se quebra um padrão, sempre que usamos a Escolha pelo Amor e não pelo medo ou por fuga, um Milagre acontece.

Ou assim lhe chamamos aqui na Terra quando o espírito se revela e se supera ao medo do ego.

Escolha apenas faz sentido quando é livre, consciente e se exerce por Amor e em Liberdade. Amor à nossa história, Amor aos nossos antecessores, Amor à libertação de tudo o que nos impede de viver.

A Escolha é uma maravilhosa ferramenta quando já não é usada como fuga. Aliás ela é a ferramenta da verdadeira libertação que apenas verá retornos maravilhosos quando exercida, não disfarçadamente por medo ou fuga, mas num maravilhoso acto de coragem e Amor-próprio. É através dela que iremos mostrar à vida, que já não queremos alimentar mais os padrões do passado. E é nesta escolha, nesta decisão amorosa de respeito por nós, que novos e mais leves padrões se começam a revelar, e que finalmente irão trazer diferentes novos resultados.

Como escreveu José Saramago, “…é preciso sair da ilha para ver a ilha…”

E eu diria mesmo que só depois dessa viagem divina para fora de nós onde iremos ver a nossa dualidade que nos será dado o verdadeiro poder da Escolha por Amor!

Bem haja o nosso poder de Escolher!

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