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	<title>poder &#8211; Vera Luz</title>
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	<description>Autora e Terapeuta de Regressão e Orientação Espiritual</description>
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		<title>A verdade que escondemos uns dos outros</title>
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		<dc:creator><![CDATA[Vera Luz]]></dc:creator>
		<pubDate>Mon, 26 Oct 2015 12:28:50 +0000</pubDate>
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					<description><![CDATA[Ainda não conseguimos inventar umas lentes que mostrassem o estado dessa amálgama de pensamentos, ideias, crenças e emoções, tanto positivas como negativas que é afinal a nossa energia. Infelizmente a densidade que ainda carregamos no estágio da nossa evolução não nos permite por enquanto, mas um dia lá chegaremos&#8230; Escondida atrás das nossas roupas, da [...]]]></description>
										<content:encoded><![CDATA[<p>Ainda não conseguimos inventar umas lentes que mostrassem o estado dessa amálgama de pensamentos, ideias, crenças e emoções, tanto positivas como negativas que é afinal a nossa energia. Infelizmente a densidade que ainda carregamos no estágio da nossa evolução não nos permite por enquanto, mas um dia lá chegaremos&#8230;</p>
<p>Escondida atrás das nossas roupas, da nossa postura física e das nossas expressões faciais está a verdade de quem somos;</p>
<p>Pacotes de luz, ou seja, energia condensada de maneiras únicas em permanente busca da harmonização dos opostos energéticos que a compõem.</p>
<p>No entanto, logo desde que nascemos a nossa identificação irá focar-se maioritariamente no nosso exterior, no nosso corpo, no nosso nome, no nosso estatuto, nas nossas conquistas, méritos e prémios.</p>
<p>Seremos reconhecidos menos pela nossa energia, frequência e vibração mas mais pelas nossas roupas e posses materiais, pelos nossos comportamentos, atitudes e reações aos outros e ao mundo. Principalmente se elas estão de acordo com a agenda social, pois quando não estão, regra geral seremos rejeitados como doentes, desequilibrados, rebeldes e desajustados.</p>
<p>Aos poucos o nosso imenso mundo interior, a maravilhosa máquina que dá afinal vida à personalidade começa a ser escondida, abafada, negada em prol de mantermos a fachada perfeita.</p>
<p>Por causa deste fenómeno invisível e practicamente inconsciente para a maioria de nós, vivemos confundidos, baralhados e iludidos sempre que nos analisamos a nós próprios e aos outros.</p>
<p>Por exemplo nem sempre é fácil gerir interiormente as sensações advindas de pessoas densas, arrogantes e materialistas que deslumbram o mundo com os seus luxos e posses perante pessoas doces, amorosamente disponíveis, capazes de demonstrações de humanidade e empatia enorme mas a quem tantas vezes tudo falta a nível material.</p>
<p>Chegou o tempo de começarmos a perceber que somos seres duais, que temos um mundo interior e um papel exterior, que tanto somos intuitivos como práticos, tanto somos físicos como energéticos e como tal uns momentos estamos com o foco no nosso papel exterior, outros estamos com o foco no nosso papel interior.</p>
<p>Ideal mesmo seria a harmonia dos dois. Usar o físico para servir o energético pois essa é a definição de paraíso na terra.</p>
<p>Embora a agenda social a que o ego responde seja altamente exigente e nos cobre a liberdade e a alegria de sermos quem na realidade somos em troca de um papel socialmente reconhecido e bem remunerado, será sempre a agenda espiritual que a irá boicotar em prol de uma existência equilibrada e baseada na verdade, na transparência e na fidelidade à nossa história espiritual.</p>
<p>Somos então seres duais servindo dois mestres bem diferentes que lutam por agendas bastante diferentes.</p>
<p>Se tivéssemos as ditas lentes veríamos então nitidamente essa realidade e iriamos perceber como as aparências iludem..</p>
<p>Com as lentes da verdade conseguiríamos ver como atrás das máscaras se escondem verdadeiros e maravilhosos seres humanos, todos a travar as mesmas lutas. Por exemplo;</p>
<p>Atrás da cara mais sorridente esconde-se na maior parte das vezes o coração mais vazio.</p>
<p>A postura mais séria e resistente esconde uma criança perdida.</p>
<p>Disfarçado de agressivo e violento está a pessoa mais rejeitada a sofrer de solidão profunda.</p>
<p>Os luxos e excesso de bens materiais apenas disfarçam a falta de amor próprio e baixa valorização pessoal.</p>
<p>Corpos perfeitos e caras bonitas com que nos cruzamos no ginásio compensam inseguranças e desequilíbrios que tanto oscilam entre o abuso de poder e autoritarismo e a submissão e cobardia.</p>
<p>Figuras publicas, chefes, figuras de autoridade e poder, professores ou políticos, todos estes talvez mais do que a maioria de nós, travam lutas internas com a crença de que não se podem fragilizar ou mostrar qualquer vulnerabilidade.</p>
<p>E quantas vezes umas máscaras têm o poder de influenciar outras.<br />
Por exemplo, a máscara do poderoso autoritário, que afinal apenas esconde uma criança rejeitada e desamada, mas que acaba por influenciar quem o rodeia que não raras vezes identificada com o papel da insegura vitima, sob determinadas situações limite, revela uma força imensa que nem sabia possuir e muito para além do seu ilusório “carrasco”.</p>
<p>Procurar respostas fora é então na maior parte dos casos e numa primeira fase, uma ilusão precisamente porque estamos a ver os outros com os olhos terrenos e limitados que não têm o poder de mostrar o mundo energético que escondemos.</p>
<p>Só depois de iniciado o processo de auto descoberta interior, só depois de percebermos que afinal o outro nada mais é do que um espelho do que ainda não havíamos descoberto em nós, poderemos então descobrir mais de nós através do outro. Ou seja o outro deixa de ser um fim para passar a ser um meio.</p>
<p>Já todos ouvimos algures que o mundo físico é uma manifestação material do nosso mundo energético, certo?</p>
<p>E que o que vem individualmente para à nossa realidade pessoal, trás fortíssimas mensagens pessoais do que ainda circula inconsciente em nós, verdade também?</p>
<p>E também que cada um carrega em si o potencial de mudar a sua vida exterior, simplesmente mudando a sua energia interior, concordas também??</p>
<p>Então sejamos nós próprios o que gostaríamos de encontrar lá fora. Não apenas a pessoa socialmente correcta pois esse papel de alguma maneira já todos fomos preparados desde a infância, mas sejamos sim a mais elevada versão de nós mesmos.</p>
<p>O que o mundo precisa é de referências de sensibilidade, referências de humanidade, referências de abertura e transparência, referências de atitudes nobres, amorosas e humanitárias.</p>
<p>Cada desafio, evento, encontro trás um convite de resposta. Não de reacção automática e reactiva sem inteligência mas sim um convite de resposta ponderada, escolhida com qualidade e amor e consciência das consequências.</p>
<p>Podemos então dividir as respostas em duas formas diferentes:</p>
<p>&#8211; expansiva</p>
<p>&#8211; implodida</p>
<p>Sempre que te for pedida uma resposta considera se estás a fazer um movimento expansivo ou seja, aberto, transparente, fluido, verdadeiro, amoroso, elevado, iluminado e que eleve as energias de ambas as partes envolvidas.</p>
<p>Ou se pelo contrario é ainda um movimento fechado, implodido, controlado, abafado, escondido, tenso, complexo e medroso em que ambas as partes envolvidas serão tentadas a manter a vibração baixa ou a descer ainda mais.</p>
<p>É natural que as diferentes situações provoquem diferentes respostas mas mais do que projectar as nossas dificuldades nos outros é importante reconhecermos a nossa própria dificuldade em abordar ainda certos momentos como gostaríamos.</p>
<p>Repara que tipo de pessoa puxa de ti a resposta positiva e aberta e qual puxa de ti movimentos tensos e controlados?</p>
<p>Questiona a tua própria responsabilidade nessa dança, pergunta-te o que poderias fazer diferente para provocar a mudança no outro e criar uma dança mais aberta?</p>
<p>Independentemente da reação do outro foca-te apenas no que de ti sai pois essa sim é a tua única responsabilidade. Sejamos então tolerantes e persistentes sempre que sabemos não estar ainda à altura do amor incondicional e sejamos entusiastas sempre que já reconhecemos a nossa capacidade de emanar o bem maior.</p>
<p>Sejamos fieis à verdade que somos e tenhamos a coragem de a levar ao mundo.</p>
<p>Bem Hajas!<br />
Vera Luz</p>
<p>&nbsp;</p>
<p>Imagem de <a href="https://pixabay.com/pt/users/analogicus-8164369/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4243189">analogicus</a> por <a href="https://pixabay.com/pt/?utm_source=link-attribution&amp;utm_medium=referral&amp;utm_campaign=image&amp;utm_content=4243189">Pixabay</a></p>
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