O vírus do medo

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Que a internet está cheia de lixo não é novidade para ninguém. Opiniões “pessoais”, notícias adulteradas ou manipuladas por interesses vários, visões distorcidas, “fakenews” e toda a espécie de “especialistas e cientistas” que insistem em fazer afirmações e defender a sua “verdade”.
Se ainda não percebemos que o medo e o controle irão sempre caminhar lado a lado com o amor, a luz e a fé, é natural que o medo nos domine, como energia mais densa que é e logo com mais probabilidade de nos condicionar mental, emocional e até idealisticamente. E não nos deixemos tentar a acreditar que o cientista está sempre do lado do amor e que o rebelde questionador apenas alimenta medo. Quem sabe um dia vamos descobrir exactamente o contrário….
Aliás estamos a ver esse fenómeno a acontecer, precisamente neste momento da história onde a maioria está a alimentar a energia do medo, sintonizando-se apenas com pessoas e fontes de informação que estão em sintonia com nessa energia como os noticiários. Caem de tal forma para esse lado do muro que chegam ao ponto de rejeitarem visões alternativas, opiniões diferentes ou até mais iluminadas e cheias de sentido que poderiam devolver alguma tranquilidade interior de quem está do lado do muro do amor.
Para quem não conhece, fica a sugestão de pesquisa, o “Síndrome de Estocolmo” estudado em Psicologia, fala precisamente da tendência que o ser humano tem de defender o que quem lhe é mais familiar, mostrando assim uma natural resistência ao que é novo, diferente e desafia as nossas crenças, a nossa segurança e a nossa visão do mundo.
“De acordo com o Wikipédia, “FUD” – Fear, uncertainty, and doubt is a disinformation strategy used in sales, marketing, public relations, politics, cults, and propaganda. FUD is generally a strategy to influence perception by disseminating negative and dubious or false information and a manifestation of the appeal to fear.”
E o conceito não só existe, como é estudado em economia, marketing, vendas e relações públicas e usado, mais ou menos conscientemente em tantas áreas do nosso dia a dia.
Por exemplo, quem tem medo de ficar com os dentes amarelos, vai ou não a correr comprar a pasta de dentes que garante que eles ficam brancos?? é um exemplo simples e básico mas que podemos aplicá-lo hoje no medo de adoecer ou morrer e na “necessidade” urgente de uma vacina.
Na verdade quem precisa da vacina é mais o medo do que propriamente o corpo como mostram os números dos recuperados no mundo inteiro num momento em que a vacina ainda não existe.
Não há problema nenhum em assumir medo, receio ou ter dúvidas especialmente num momento tão especial como o que estamos a viver. Mas para darmos ouvidos ao medo, também teremos que dar ao amor. Se não soubermos ir ao outro lado, não só iremos adoecer de medo como nunca teremos a visão do meio, do equilíbrio. A visão global de cima do muro!
E como ir ao outro lado numa altura destas?
O exterior irá sempre ser o teste. Hoje é um vírus, antes era a guerra, a sida, o cancro, o estado islâmico, os mísseis, o comunismo, o antrax, o terrorismo nos aviões, o kim jong un, a gripe das aves, dos morcegos e dos porcos e das vacas loucas.
Não interessa que cara ele tem, será sempre o medo disfarçado a testar-nos ao limite.
Ir ao outro lado implica antes de mais, enfrentar o medo. Significa aceder à confiança de que um plano maior de evolução espiritual e humanitária se está a desenrolar à frente dos nossos olhos. Lembrar que o Universo é um espaço inteligente com uma “agenda” própria que é afinal a grandiosa lição do amor para cada um de nós. Que independentemente das condições exteriores, temos o poder de manter o nosso centro e nos ligarmos à energia da fé e de sermos agentes da paz e da serenidade.
As nossas mentes condicionadas pelo medo não têm capacidade de aceder a esse plano inteligente e por isso irão sempre duvidar e rejeitar a ideia da sua existência.
A única forma de espreitarmos e descobrirmos algum sentido em tudo isto, é estar “em cima do muro”. Ou seja, nem cair no medo da realidade, nem cair na negação da realidade e viver como se nada fosse ou à espera que isto passe para voltarmos ao “normal”.
Em cima do muro temos uma visão global que nenhum dos lados nos permite. Temos as linguagens sagradas astrológicas e numerológicas a dar-nos pistas maravilhosas acerca do momento que estamos a viver, já faladas há anos. Temos o nosso equilíbrio PESSOAL que não deve estar na mão de ninguém decidir por nós. Em cima do muro há aceitação dos dois lados sem nos perdermos em nenhum.
Nem cair na negação da proposta de transformação, nem cair no medo e nos sujeitarmos a tudo.
Manter a visão global. Como diram os árabes, confia em Allah mas amarra o camelo. Não te deixes cair no medo das visões fatalistas que nos impõe via TV e de quem vive infectado pelo vírus do medo, mas não negues a realidade do momento, mantendo o estado de presença e a atenção com que devemos viver cada minuto.
Tanta ordem, regra, lei, limite, confinamento e direção externa, apenas irão gerar resistência e irão nos desconectar cada vez mais do nosso instinto, bom senso, intuição de escolhermos o que faz ou não sentido a cada momento.
Não te deixes perder de ti mesm@!
Mantém-te em cima do muro!
#stayawake #keepyourbalance
Vera Luz
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