O que é a cura?

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O que é a cura?
Que responsabilidade temos sobre as nossas feridas?
Para que serve a dor?
Qual o nosso papel na nossa cura?
Qual o papel do outro na nossa ferida?
Qual é a nossa maior ferida pessoal?
Temos mesmo o poder de curar as nossas feridas?
O que o planeta da cura tem a dizer sobre a ferida da encarnação presente?
Que papel têm e que relação viemos aprender a ter com quem provoca as nossas feridas?
Depois de alguns anos a estudar os processos de cura, a lidar com ela tanto pessoal como profissionalmente, posso afirmar com bastante segurança que Viver, é afinal um longo e vagaroso processo de cura.
Então afinal o que quero dizer com cura?
Há muitos anos ouvi a mais bela e perfeita definição de Cura;
Cura é fazer as pazes com o momento.
E fazer as pazes com o momento é, como diz Leoni na sua música; “…no fundo é simples ser feliz … Difícil é ser tão simples”.
José Ortega e Gasset, filósofo espanhol, também nos fez pensar no que é a cura com a sua famosa frase; “Eu sou eu e a minha circunstância, e se não salvo a ela, não me salvo a mim.”
Viver é então aceitar o momento, não desejar algo diferente do mesmo. Decidir no aqui e agora que tudo É já perfeito, não de acordo com o que quero, mas sim de acordo com o que preciso.
Ou seja, viver é um embate permanente entre vida interior e exterior, entre sombra e luz, entre prazer e dor, entre alegria e tristeza, entre dentro e fora, entre cima e baixo.
Viver é a oportunidade constante de ver o desafio como oportunidade de crescimento. O obstáculo como o trampolim da superação. O problema como um teste. A vida como desilusão do que está fora para o acordar do que está dentro.
Viver é descobrir como a polaridade sagrada cria uma dança que nos impulsiona para a integração das duas forças. E por isso onde está a tristeza está o potencial da alegria. Onde está o medo está o potencial da coragem, onde está a resistência e o medo, está o potencial da fé.
Se aprendemos a ler pautas e conhecemos a intenção do Compositor divino, aprendemos a dançar a dança da vida. Acedemos ao deslumbramento da perfeição com que o criador criou a nossa sinfonia e fez de cada um de nós a sua orquestra.
Se ainda acreditamos que tudo é ruído e caos, não ouviremos a música, não seremos capazes de dançar. Não iremos sequer conhecer o compositor.
Viveremos de olhos e ouvidos tapados, evitando e resistindo a todo o custo largar o controle e medo que a ignorância nos provoca.
Transformando então a mensagem abstracta em algo concreto;
O que sentes como dor, seja ela qual for, não está lá por acaso. Está lá para que tu aprendas a transformá-la no seu oposto!
A tristeza em alegria
O medo em coragem
A depressão em movimento
A sombra em luz
A dor em aprendizagem
As pessoas difíceis também não estão lá por acaso mas sim para que aprendas valiosas lições com elas sobre ti mesm@.
O que parece ser injusto, é na verdade a justa Lei do Karma a trazer de volta energias mal resolvidas do passado para que as integres e as superes.
Claro que tudo isto parece lindo e maravilhoso mas sem aprendermos a linguagem da vida, acredito que seja bem mais difícil cantar e dançar.
A boa notícia é que também tu podes aprender a “Ler a dança da Vida”. Sim, porque enquanto não sabemos ler ou tocar, seremos a insuportável criança que recebeu o seu primeiro piano ou bateria no Natal; só criaremos ruído!
Um dia irás relembrar que a cura é um estado de SER. Não depende de pessoas, da resolução de problemas, da presença de alguém. De ter ou ganhar mais.
Não passa só por viver o mundo material e todas as suas regalias, físicas e hedónicas do corpo. Também não passa só por sentir uma felicidade idealizada, abstracta e fantasiosa, rodeada de pessoas perfeitas, numa família, relação, filhos e emprego perfeitos!
Curar é equilibrar. É libertar o que pesa e ir buscar o que falta e jamais esta gestão pode envolver os outros.
Antes de chegarmos aos outros, precisamos antes de nos curarmos, de estarmos de bem com a vida, de encontrarmos o nosso próprio equilíbrio pessoal. De aceitarmos a ideia de que o bem pessoal é uma responsabilidade nossa, individual e intransmissível.
Foi precisamente a ignorância sobre este princípio que nos levou a acreditar que precisamos de alguém.
Estarmos bem connosco próprios é por isso o primeiro passo e quem conheça as bases da Astrologia e Numerologia sabe que os Arquétipos envolvidos, têm um ponto de equilíbrio assim como nos cabe gerir os seus excessos e faltas. Chegar ao equilíbrio de cada um é já por si um gigante desafio mas ajuda a perceber que afinal o papel dos outros é apenas o de nos ajudar a identificar que excesso e falta afinal nos cabe gerir. Que excesso e falta vive ainda inconsciente em nós. E deste ponto de vista, o outro, como agulha de acupunctura perfeita, deixará de ser vista como o carrasco, para ser visto como o Mestre!
O verdadeiro amor que temos por alguém, deixa então o de ser o de salvador, o bombeiro de serviço, ou pelo contrário o de acidentadado ou vulnerável, mas sim o que irá mostrar de qual era a proposta do fogo? Qual o papel do fogo na sua transformação pessoal? Como descobrir que o fogo não foi um acidente injusto mas sim uma oportunidade, um convite de transformação?
Quando nos rendermos à ideia de que a vida é um processo inteligentísssimo de transformação e cura permanente, de que Viver é a pacificação com o momento, a rendição de que tudo esconde uma lição valiosa, deixamos de lhe resistir tanto nas formas de resistência, agressividade, violência psíquica, verbal e física, postura defensiva, superficial, fugindo para o exterior, para o mundo do ter, rendemo-nos ao convite do SER, do ESTAR, do SENTIR, do INTUIR, do AQUI & AGORA.
Para os que ainda não estão preparados para este processo, o foco estará ainda nos outros, na culpa, na vitimização, na falta de consciência pessoal, na projeção dos seus dilemas no plano externo e nos outros.
Por esta mesma razão, as estatísticas mostram um determinado tipo de pessoas que vêm às consultas, disponíveis para a sua cura e outros ainda não estão preparados para ouvir a mensagem universal da Responsabilidade Pessoal sobre si e sobre o que atraem.
É uma questão de tempo até descobrirmos a magia da vida. Até sermos capazes de nos rendermos à proposta inteligente da nossa encarnação que é afinal aprendermos a percebermos que tudo e todos fazem parte da nossa cura.
O mapa astrológico ajuda sem dúvida a chegar a esta consciência mais depressa e se já estás preparad@ para perceber as tuas propostas, contacta-me enviando email para veraluz@veraluz.pt para marcares a tua sessão de descoberta da tua ferida e respectiva cura!
Até já!
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