Ilusões românticas

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Romances clássicos, novelas brasileiras, rituais de casamento religiosos, a sociedade que julga o solitário e o divórcio e celebra a união e o casamento, filmes românticos de final feliz, anúncios e publicidades por todo o lado, mitos de alma gémea e cara-metade e a Disney são fontes de informação suficientes para condicionar as nossas crenças, ideias e valores sobre o tema da relação como fonte de felicidade e amor.

A ignorância espiritual Oriental de que já somos, cada um de nós, uma partícula divina e inteira representada pelo símbolo do yin-yang ☯️ fez-nos buscar no outro a nossa complementaridade; ou seja se sou mulher Yin busco o homem Yang e o homem Yang busca a mulher Yin.

Afastámo-nos assim da nossa própria Essência plena e inteira para nos perdemos e reduzirmos a ser a metade de alguém. E pelas leis do Cosmos, obviamente que os apegos, dependências, cobranças e exigências deste tipo de relação, seja ela de que qualidade for, terá os dias contados.

Esta pequena mas gigante diferença entre pensamento Oriental e Ocidental é a diferença entre a cura e a doença, entre o amor e o apego, entre a liberdade e a posse, entre o equilíbrio e o abuso, entre a consciência e a ilusão, entre o poder pessoal e o domínio do outro.

Quando a relação é baseada em vontade de investir na mesma, respeito de ambas as partes, liberdade para sair a qualquer momento, crescimento com as diferenças, e servir o crescimento individual, deve ser incentivada. Quando é baseada em drama, julgamento, cobrança, toxidade, falta de comunicação e ausência de respeito básico, deixou de ser palco de crescimento e o que mais cedo tomar consciência disso e activar a auto preservação, deverá sair.

Esse é o sinal pelo qual o Universo aguarda sempre que estamos prontos a subir a nossa vibração e a evoluir mais um patamar.

Vera Luz

Imagem de 0fjd125gk87 por Pixabay

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