Guerra interior vs Guerra exterior

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Há mais de 20 anos quando comecei a estudar as leis do Cosmos, rendi-me ao princípio da polaridade sagrada.
De repente sou confrontada com a ideia de que o aparente Kaos em que vivia, era afinal um Kosmos. Segundo o Wikipédia significa; “Cosmos (do grego antigo κόσμος, transl. kósmos, “ordem”, “organização”, “beleza”, “harmonia”) é um termo que designa o universo em seu conjunto, toda a estrutura universal em sua totalidade, desde o microcosmo ao macrocosmo.”
Afinal não era a Vida que era “feia”, o que eu via era apenas a sujidade das minhas lentes!?
Durante anos resisti à vida, numa tentativa frustrada de viver apenas o seu lado belo e rejeitando violentamente o seu lado mais feio. Qualquer pessoa ou experiência que devolvesse dor, injustiça, violência, arrogância, frieza, era imediatamente julgada, rejeitada e condenada no meu tribunal interno.
Fazia isto inconscientemente não por arrogância ou por me achar melhor do que ninguém, mas sim e apenas porque era sensível demais para sentir a dureza do mundo e esta era uma forma de me proteger.
Escusado dizer que este mecanismo de defesa se tornou inútil e que me condicionou durante anos.
Nos primeiros anos de terapias aprendi então a perceber e a explorar a polaridade Luz e sombra em mim mesma. Descobri talentos, qualidades e dons que me diferenciavam de quem me rodeava. Fui confrontada com sombras e aspectos menos bonitos que reconhecia que faziam realmente parte de mim e que me cabia a mim gerir esses dois lados, potenciando o positivo e transformando o negativo. Aqueles anos de terapias foram libertadores por várias razões;
  • Comecei a perceber e distinguir a minha dualidade.
  • Libertei-me do julgamento e comparação que inconscientemente fazia comigo e com os outros.
  • Aprendi sobre as leis que regem o Universo e que explicavam como a minha realidade estava a ser co-criada por mim mesma. Ou seja, que havia um co-relação entre mim e o “outro”.
  • Dei início ao processo de Responsabilidade Pessoal sobre mim, as minhas escolhas e a minha felicidade.
  • Descobri o princípio do equilíbrio apenas possível do entendimento e integração das duas partes.
    Coloquei com sucesso o princípio da dialética que ensina a tese, síntese e antítese. Ou 1+1=3. Ou positivo + negativo = Luz. Ou H + O2 = água. Ou seja, procurar sempre a polaridade oposta, o outro lado da moeda ou da história para chegar então a uma conclusão final nova, diferente, criativa. A verdadeira possibilidade de ver o Todo, a Unidade, a visão Divina.
  • Fui convidada a aceitar e integrar as duas polaridades como base do Amor Próprio e pacificação com quem sou e com o ambiente à minha volta.
  • Não foram poucas as vezes que acabei por admitir que o que parecia carrasco afinal era o Mestre, e os que tomei por santos se revelaram verdadeiros carrascos.

Embora não tenha sido sempre uma história fácil ou um percurso confortável, não trocava a minha história por nenhuma outra e todos os dias agradeço a Luz, a consciência e a cura que me foram proporcionadas para que pudesse aceitar a minha vida e as suas propostas, curar as minhas “guerras” internas e externas, e pudesse ainda levar alguma luz e consciência a quem ainda vive no escuro.

Todos os dias vejo o olhar de desorientação, desespero, frustração, sofrimento e polarização em que vive ainda tanta gente, tal como eu vivi na primeira fase de vida. Polarização no sentido de tomar partes, de procurar verdades absolutas, de só ver um lado e descartar o outro, de separar bons e maus, mas incapazes ainda de ver que existe uma verdade superior que tudo liga, uma polaridade que nos liga a todos.

Sem o processo de cura e consciência que passei, estaria até hoje prisioneira da minha polaridade sombra, inconsciente das propostas de evolução à minha volta, julgando e condenando os “espelhos” de quem eu era, afundada em emoções de injustiça, revolta, culpa, medo, julgamento, longe de atingir qualquer grau de equilíbrio e muito menos paz ou qualidade de vida.

E porque estou eu a falar sobre o meu passado e sobre o meu percurso? O que interessa isto para este momento de caos e violência no mundo?

Diz o princípio Hermético da Correspondência que “o que está em cima está em baixo” o que está dentro, está fora e vice-versa. O Micro é igual ao Macro.
Convido cada a um a aplicar ou a aprender a aplicar este princípio não só à sua vida pessoal, mas principalmente, ao colectivo.

Ainda continuamos a separar a vítima e o carrasco, Deus e o diabo, o bom e o mau, sem percebermos que dessa forma mantemos a ilusão da separação e não ascendemos ao patamar da cura onde iremos aprender a aceitar e integrar tudo e todos.

Ainda continuamos a incendiar emoções básicas do medo, julgamento, vitimização, injustiça, revolta que nos impedem de evoluir e sabe Deus que quem regula os media sabe bem o que está a provocar no povo. Aliás para os media o vírus deixou de ser o alimento do medo substituído agora pela guerra para ser em breve substituída pela próxima fonte de choque emocional. Importante mesmo é manter o povo colado à televisão em vibração baixa!

Estou triste com a guerra claro que sim, mas para quem não tem andado atento, há décadas que elas existem, criadas intencionalmente normalmente por presidentes americanos, que sacrificaram países e povos inteiros em busca de petróleo e outras riquezas naturais bem longe da sua nação, sem que ninguém tivesse ficado chocado ou criado movimentos. A fome é uma pandemia em si mesma, sabemos que ela existe e, no entanto, convivemos com ela desde sempre e poucas soluções ou nenhuma ainda existem. Ou terá o Sr Tedros esquecido as suas origens e nacionalidade?

Estou triste principalmente de perceber que são poucos os que já conseguem elevar-se da realidade 3D da separação e perceber que há muito mais por trás do que nos mostram. Que narrativas não são verdadeiras notícias de investigação sobre a verdade nua e crua. Que tomar partes não é de todo o segredo do equilíbrio! Que é importante aplicar o princípio da dialética em tudo para descobrirmos que nem o carrasco é o mau nem o santo é o bom. Que cada ser humano na sua complexidade imensa, tem as suas razões para ser o que é.

Sem esta abordagem superior, sem valores nobres, sem questionamento, sem consciência dos fios invisíveis que fazem girar o mundo, sem empatia e humanidade, não somos diferentes daqueles que atiraram pedras à cruz.

O Dalai Lama diz que já que não consegues fazer o bem, pelo menos não faças o mal.

Pregamos a Paz, mas vendemos armamento… nem vou comentar a frase!

Por isso, mantenhamo-nos neutros, emanemos amor e paz, sejamos “terapeutas” do mundo, ou seja, busquemos as razões da dor, apliquemos os passos acima, procuremos entender que laços invisíveis se escondem na relação entre os dois países, porque a lei da atração ligou aqueles dois dirigentes, que karma trazem consigo para ser resolvido. Não façamos julgamentos cheios raiva como tenho observado nos últimos dias, saídos de tantos que pregam o amor.

O Macro é igual ao Micro. Se encarnámos neste tempo ainda tão violento é porque na nossa energia pessoal ainda carregamos a mesma frequência. E sim, não podemos mudar o mundo, mas podemos mudar a nossa energia.

Por isso, procura na tua vida pessoal ou dentro de ti mesm@ aquele conflito que vês no exterior. Onde está a violência disfarçada na tua vida? Onde está a inflexibilidade na tua vida? Onde está o julgamento na tua vida? Onde está o medo ou o abuso de poder na tua vida?
Usa a tua realidade para espalhares a luz, o amor, o respeito que esperamos dos dirigentes destes conflitos. Usa o teu Micro para influenciares o Macro. Cura o teu interior para contribuíres para o cura do exterior.

Que este mês de Março com a sua vibração 9, a Lua nova e as energias de Peixes, traga Amor e Cura a cada um de nós e á família humana que somos.
Vera Luz

Imagem Pixabay

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