Faz a tua parte para a transformação do mundo!

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“Percepção é projeção” ensina a PNL

“A lente revela mais do que o olho pode ver.” Edward Weston

“Os olhos só vêm o que a mente consegue conceber.” Robertson Davies

“Nós não vemos o mundo como ele é mas sim como nós somos.” Anais Nin

” “Eu sou eu e minha circunstância. Se eu não a salvar, não me salvo a mim mesmo.” Ortega y Gasse

“Cada um lê com os olhos que tem. E interpreta a partir de onde os pés pisam. Todo ponto de vista é a vista de um ponto.” Leonardo Boff

“As viagens são os viajantes. O que vemos não é o que vemos, senão o que somos.” Fernando Pessoa

“O mundo que vemos é o reflexo de nós mesmos. Se acharmos bela a imagem refletida no espelho ficará mais fácil de ver a beleza nos outros. Uma pessoa negativa que não gosta de si mesma acaba não gostando de nenhuma outra pessoa, pois verá nos outros o reflexo de si mesmo.” Yka Oliver

“Tudo o que nos irrita nos outros pode nos levar a uma melhor compreensão de nós mesmos.” Carl Jung

Isto tudo para dizer que estas e muitas outras afirmações mostram que a verdade é relativa. Que só a arrogância reclama a Verdade absoluta para si mesma e se julga acima ou melhor do que as outras. Que o que temos sim é perspectivas, pontos de vista, patamares e lentes de muitas cores que mostram a mesma realidade de formas diferentes, tal como um caleidoscópio. O que é verdade para uns não é para outros e vice-versa. O que era verdade antes não é hoje e vice-versa. O que é real agora, já não será daqui a instantes. O que ontem era normal é hoje obsoleto e o mesmo se repetirá no futuro.

Há anos que falo na dualidade e nunca ela esteve tão exposta como no momento;

#sairdecasa / #ficaremcasa
Confinamento / Desconfinamento
Com máscara / sem máscara
Preto / Branco
Pró Trump / Pró Biden
O bem / O mal
Democratas / Republicanos
Vida / Mor
Verdade / Mentira
Esquerda / Direita
Sporting / Benfica
Regras e leis / bom senso e liberdade
Expansão / Contração
Medo / Amor
Temer / Confiar
Responsabilidade / Irresponsabilidade

A falta de consciência de que o caminho da Luz é o caminho do meio, que se queremos manifestar equilíbrio pessoal ou social teremos sempre que harmonizar as duas partes, leva a maioria a identificar-se ou com um polo ou com o outro, mantendo as energias em permanente desequilíbrio, gerando guerras e confrontos em terríveis lutas pela razão como temos visto nos últimos dias, tanto nas nossas vidas pessoais como a nível coletiv

Saímos há 20 anos do milénio dos “1”, uma energia predominantemente masculina, onde a competição, o egoísmo, a lei do mais forte, a agressividade, as conquistas a qualquer custo dominaram praticamente todos os patamares da nossa vida pessoal e da sociedade.
Foi toda uma era de domínio, imposição, autoridade que criou relações cheias de desequilíbrios, onde era por isso comum se juntarem o abusador e o abusado, o autoritário e o submisso, o que manda e o que é mandado, o que fala e o que consente, o que impõe e o que se submete.
Podemos vê-las ainda à nossa volta em relações românticas, profissionais, entre pais e filhos e até a nível mundial entre países ou dentro dos próprios países na forma de ditaduras que ainda sobrevivem à força. Foi uma era em que os padrões emocionais giravam muito em torno da falta de amor próprio, culpa, julgamento, necessidade de validação e aceitação externa, vitimização, acusação, idealização e uma enorme falta de liberdade e consciência pessoal.

No entanto já estamos há 20 anos a viver no milénio dos “2”, e este ano a abrir a década de “20” com uma energia predominantemente feminina onde a visão sistémica, a cooperação, o equilíbrio, a tolerância, a diplomacia e boa vontade, e o ganho de todas as partes será a nova aprendizagem. Claro que da perspectiva da dualidade, o equilíbrio só se atinge com a integração das duas partes e por isso num ano de dupla vibração do “2” estão à vista todos os problemas relacionados com esta vibração que iremos ter que dar solução positiva, se queremos um mundo mais feliz. Também podemos ver exemplos destas energias no crescimento da consciência ecológica, nos movimentos de proteção animal, na liberdade de escolha e expressão nas mais variadas áreas, nos movimentos de cooperação entre países como foi por exemplo a União Europeia. As emoções associadas a este novo paradigma pedem um enorme respeito pela sensibilidade de cada um, integração de todas as partes, amor próprio, responsabilidade pessoal e social, espírito humanitário, direito e respeito pela diferença, consciência espiritual, sentido de missão individual, sabedoria interior e conhecimento pratico.

Claro que 20 anos numa proposta que só acabará em 2999 é muito pouco em termos históricos, mas dá-nos ainda 980 anos para aprendermos sobre a bonita energia do “2” e aplicarmos as suas lições em todas as áreas de vida. Este novo milénio abre então um novo paradigma onde a competição do ganhar ou perder saem pela janela e em troca entra a igualdade, o ganho para todos através da competição. A sobrevivência do indivíduo é substituida pela sobevivência do sistema em que está inserido.

A vantagem da sabedoria é conhecermos a agenda cósmica, sabermos desde já que se continuarmos a aplicar a velha fórmula do paradigma dos “1” só iremos gerar mais dor, mais sofrimento e todas as tentativas de sucesso e conquista pela força irão ser boicotadas pela simples razão de que esse tempo já acabou e essas energias estão desalinhadas com a proposta presente do “2”.

A resolução dos desafios do presente, a password de acesso à solução positiva e à criação de um novo mundo, seja na nossa vida pessoal seja a nível colectivo, é então a cooperação e o respeito e consideração por todos os envolvidos, é o ganho de todas as partes, é a diplomacia, é a visão sistémica em que o bem-estar do individuo passa pelo bem-estar do sistema em que está inserido. Seja o seu próprio sistema interior das suas partes emocional / espiritual / física / mental, como o sistema da família, das amizades, da comunidade, do país, do mundo incluindo o animal e a natureza.

Embora a dualidade nos sujeite sempre aos dois lados da moeda, será apenas uma questão de tempo até que todos percebamos isto e comecemos então a contribuir para o equilíbrio tanto pessoal como coletivamente. Se já sabemos o que nos é pedido, porque ainda insistir nas velhas fórmulas da força bruta que já sabemos que estão condenadas ao fracasso?

Infelizmente os media através das televisões, conteúdos de programas, enredos de novelas, a importância exagerada que se dá ao futebol, a propaganda e distorção das notícias e jornalistas que há muito venderam a alma pelos bons ordenados que têm, estão praticamente todos ainda presos no paradigma “1”.
A prova é sentirmos como a vibração nos prende facilmente pelo medo, fazendo constante propaganda grátis ao crime, alimentam a frustração e impotência de nada podermos fazer para mudar o mundo e não nos inspiram positivamente de forma nenhuma na criação do mundo novo.
Pelo contrário por exemplo, qualquer passeio breve pelo youtube nos mostra um mundo muito mais real, relatos na primeira pessoa, curiosidades e descobertas feitas por anónimos que poderiam estar ao serviço do todo, informação na forma de palestras e cursos que nos fazem pensar e expandir o nosso conhecimento e sabedoria, na maioria até grátis.

O futuro dos media, que aliás poderia já ser uma realidade hoje embora vão surgindo aos poucos alguns exemplos ainda muito tímidos, passará por conteúdos de energia “2”. Notícias de cooperação, de ajuda ao próximo, de cooperação entre indivíduos, entre comunidades, entre vizinhos, ente colegas de trabalho ou escola, entre pessoas e animais e natureza. Novelas e conteúdos de programas a contar histórias sobre actos de amor, histórias de coragem, indivíduos criativos a colocar a sua criatividade ao serviço do mundo das mais variadas maneiras. Programas reais ou de ficção que contam histórias de sucesso, de superação, de transformação e que nos ajudem a focar no bem, no amor e na luz.

A proposta deste ano tem sido frustrante para todos, sem dúvida.
Para uns é o medo que há muito não sentiam e que de repente domina todos os passos da rotina diária.
Para outros são as restrições que não fazem sentido para quem preza a liberdade acima de tudo.
Proposta para nos alinharmos com as energias cósmicas do novo milénio;
– Encontrar o caminho do meio, resolver pela harmonia, resistir aos velhos litígios e confrontos e procurar ouvir e responder aos interesses das duas partes. Ouvir e fazer-se ouvir. Reclamar direitos mas ser capaz de ceder.

Quando aprendemos a descodificar as energias, percebemos as suas intenções tornamo-nos co-criadores, aprendemos a surfar em vez de nadar contra a onda, aproveitamos melhor cada momento a implementar a agenda cósmica. Não podemos mudar o mundo, mas podemos ir aos poucos mudando a nossa energia e com ela impactar positivamente a nossa realidade pessoal.

Essa é então a minha proposta, se queres ajudar o mundo, sentir que fazes parte da mudança de paradigma, procura onde o velho padrão da energia “1” do “eu ganho/eu tenho razão e é tudo à minha maneira ainda sobrevive e vê a magia a acontecer quando aplicares os ensinamentos do “2” que pede flexibilidade, tolerância e muita paciência a harmonizar conflitos, mas a fazer ver ao “1” que o mundo não existe só para si e que há outras visões do mundo. Não erradas, apenas diferentes…
O Universo agradece e no teu futuro estarão os frutos das tuas sementes hoje.

Bem hajas!
Vera Luz

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