Diagnóstico; Covid-19 positivo

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Janeiro 2021, sob a influência da Lua nova em Capricórnio conjunta a Plutão na minha Casa 8, com aspectos ao regente do Ascendente e ao plutão Natal. Lua Progredida em Escorpião a entrar na Casa 6 em oposição a Urano em trânsito na 12;
Diagnóstico;
Covid-19 positivo.

Acredito que qualquer pessoa com aspectos fortes tais como Planetas ou Steliums na Casa 8 ou em Escorpião, Sol, Lua, Ascendente, Saturno em Escorpião, já aprendeu a reconhecer e aceitar que a vida é uma constante montanha russa. Que a viagem entre inferno e o Paraíso é muito curta. Que sentir tudo e intensamente ao limite é o que nos faz viver e evoluir. Que querer entender o mundo oculto das energias que fazem as coisas acontecer, é uma necessidade e uma prioridade na vida. Que morrer para a necessidade de controle sobre a vida, as circunstâncias e os outros e renascer, aprendendo a deixar a vida acontecer na sua mais maravilhosa sabedoria, é uma das maiores aprendizagens e o atalho para uma vida mais tranquila, equilibrada e abundante. E quando essas aprendizagens não são feitas pelo próprio de dentro para fora, a Vida as trará sem dó nem piedade de fora para dentro.

O jogo das energias de Escorpião oscila então entre, ou morre o seu ego por escolha e consciência da sua proposta existencial ou algo exterior trará essa proposta de morte na forma de frustração, impotência, revolta, perda, doença ou morte. Não a morte física propriamente, mas sim a morte do controle, da resistência, do desejo, da arrogância, da força de querer que as coisas sejam à sua maneira e não como a Vida dita a cada momento.

Escusado será dizer que quando chegou a proposta mundial da Covid-19, algo em mim me avisou logo que mais cedo ou mais tarde eu faria parte dessa proposta.

Depois de morrer para os desejos do ego em Escorpião, Sagitário, o Signo seguinte, vem mostrar o caminho da Alma, a rendição à inteligência e sabedoria da Vida, o Caminho Espiritual traçado na data do nosso nascimento, o conhecimento das Leis superiores e divinas que regem a nossa realidade pessoal e colectiva.
Em Escorpião ainda há controle, manipulação, jogos de superioridade/inferioridade e conquista de desejos inferiores em todos os palcos externos e relacionais. Em Sagitário há aceitação da Ordem Maior, há a compreensão das leis que regem o mundo, dá-se a rendição ao plano individual espiritual de cada um, passamos a aceitar o desejo de evolução da Vida e a libertar o desejo do ego. Essa é a diferença entre Marte e Plutão e eu sou regida por ambos.

Todos temos a Casa 8 e o Signo de Escorpião algures no nosso mapa a condicionar uma ou duas casas astrológicas. A presença de planetas no Signo de Escorpião ou na Casa 8 ditará a intensidade e a forma como iremos viver estas propostas.

Não foi por acaso que nasci com 3 planetas e o Sol a 29º de Escorpião, com Júpiter conjunto ao eixo de vida e com a Lua em Sagitário. Aspectos que não só me fizeram procurar respostas para as constantes perdas e frustrações a vida toda como depois de encontrar algumas delas, me colocar ao serviço de as transmitir a quem as procura.
Ou seja, independentemente do que estou a viver ou das diferentes propostas externas que por mim vão passando, as aprendizagens internas são sempre idênticas; morrer para o controle e aprender a confiar na Vida. Desistir de uma simples vida terrena e render-me à ideia de que a vida é uma viagem espiritual. Que o ganho exterior não tem significado a não ser integrado com o crescimento interior. Aceitar que a perda exterior está sempre ligada a uma aprendizagem interior. Parar de projetar as minhas sombras nos outros e no mundo e reconhece-las e curá-las dentro de mim. Render-me à ideia de que o equilíbrio e bem estar é um trabalho pessoal, solitário, interior e não um acumular de pessoas, estados ou circunstancias exteriores.

E perceber e aceitar isto internamente, pouco ou nada tem a ver com os relatos televisivos de estatísticas, números de mortos, pandemia, capacidade do sns.
Por mais difícil que seja aceitar, e independentemente das condições sociais vs história Karmica pessoal de cada um, a Vida e o seu inteligente plano, irá cumprir a sua agenda. Por isso tanto vemos pessoas que inesperadamente partem e outras ficam. Por isso as estatísticas terão sempre algum grau de imprevisibilidade ou surpresa.
Da mesma forma que a hora de nascimento é sagrada, eu acredito que a hora de partida também. Apenas muda a forma que o espírito usa para partir e como sabemos são infinitas. Por isso se diz que a morte está sempre no mapa de quem fica e não de quem parte.

Nascer com estes aspectos fortes de Escorpião / Sagitário, com estas aprendizagens e exigente proposta evolutiva, faz-nos atrair, quer queiramos quer não, experiências intensas que mais se aproximam das aprendizagens que viemos fazer. Ou seja, o espírito irá inconscientemente atrair-se pelas pessoas e experiências que mais o ajudem a fazer a viagem de Escorpião para Sagitário. Ou seja, experiências que o ajudem a sair do palco externo como fonte de felicidade e a descobrir a riqueza do mundo interior como palco de evolução.

E por isso uma das frases da minha vida é;
“Não temos o que queremos, mas temos sempre o que precisamos.”

E aceitar esta frase implica que haverá sempre algo na nossa vida que teremos que abrir mão e aceitar a morte do desejo de queremos que as coisas sejam à nossa maneira assim como haverá sempre algo que teremos que aceitar e que normalmente não é o que queremos, mas é perfeito como o que precisamos para a nossa evolução.

Dito isto e tendo em conta o propósito de evolução destas energias, até que as propostas elevadas sejam feitas e as aprendizagens integradas, não é raro sermos atraídos para situações densas, desconfortáveis e desafiantes, relacionamentos difíceis e instáveis e sentirmos sempre dificuldade em manifestar paz, harmonia e circunstâncias tranquilas. Lá está, elas podem ser o que gostaríamos, mas para as energias de Escorpião, não são de todo o que ele precisa para fazer os seus processos de morte e renascimento. Não porque não as mereça, mas sim e apenas porque ainda não as conquistou ou aprendeu a valorizar o mundo interior. Ou seja, ainda não foram superados os testes de controle do ego e ainda não foi aprendida a lição da aceitação e rendição à Vida, ainda não prendeu a encontrar dentro o que tanto busca fora.

Enquanto ainda houver controle interno, haverá perda externa.
Enquanto buscarmos fora o que nos falta dentro, iremos ser frustrados. Enquanto não aceitarmos as coisas como são, iremos sofrer por querermos ou impotentemente tentarmos que sejam à nossa maneira.
Quando o mundo deixar de ser a fonte onde vamos buscar algo e passar a ser o espaço onde damos o que temos de melhor, quando aprendermos a aceitar a vida tal como é e desistirmos que seja à nossa maneira, a Luz manifesta-se. A harmonia aparece. A abundância torna-se acessível. Já lá vão 52 anos e aos pouquinhos vou aprendendo a arte da rendição.

Por mais fácil que a fórmula pareça, por mais lógica que este princípio tenha, a verdade nua e crua é que só mesmo perante a proposta inesperada, trazida pela inteligência da vida, saberemos se estamos à altura de lhe dar resposta positiva ou se o controle ainda cá está a fazer estrago e a resistir. Embora vamos aprendendo de uns episódios para outros, só no momento do teste saberemos se já conseguimos aceitar ou se ainda vamos dar luta a resistir …

Durante uma semana não só tive o meu teste Covid positivo com febres altas e imensa dificuldade de respiração como tive de internar os meus pais também positivos, ambos com pneumonia-covid como ainda tive positivo, embora com sintomas leves, um dos meus filhos.
Houve cuidados básicos, bastante distanciamento social, exigente como o momento pede, mas mais uma vez a lição de sempre; as coisas não são o queremos mas são o que precisamos. E algo desde Março de 2020 já me avisara que a proposta me iria bater à porta.
Foram 10 dias de controle 0, de impotência total, de frustração, de medo de perder os que mais amo. Foram 10 dias apenas a aceitar o destino de cada um e a descobrir como o mapa e trânsitos de cada um, nos sujeitou a experiências emocionais, psicológicas e espirituais bastantes diferentes, embora a doença fosse a mesma.
E como tantas vezes já comprovei, lá estava o Céu nas posições planetárias de cada um, nos trânsitos e progredidos de cada um, a mostrar a experiência terrena e as aprendizagens, emoções e formas diferentes que cada um estava a viver.
Tal como tantas e tantas vezes já sentira em outros episódios, cabia-me aceitar que o desfecho seria a Vida a ditá-lo e não apenas os médicos ou tratamentos, a proposta da rendição e aceitação cabia-me a mim.
A vida será sempre um jogo entre a sobrevivência do corpo e o plano e aprendizagens do espírito que estão traçados no nosso mapa natal.

Que tolos são os que só creem sem cuidar do corpo assim como os que só se preocupam com a sobrevivência do corpo sem conhecer a história do espírito.

Estes momentos de escuridão / frustração / perda / impotência são conhecidos desde sempre no caminho sagrado da evolução. A Noite Escura do Alma, os Testes sagrados, a Provação, o Limiar, os Signos de Escorpião e Peixes e os Números 7 e 9 na Numerologia todos nos lembram e representam esse estágio na evolução de todos e por menos agradáveis ou simpáticos que sejam, todos o conhecemos e já o vivemos em algum grau.
A grande pergunta que se põe é; como o vivemos? Com que atitude? Com que grau de rendição? Com quanta resistência? Com quanta Fé no processo?
Foi neste momento de impotência que percebi que os valores sociais / políticos estão todos deturpados pois ao contrário de andarem a fechar tudo e a impedirem as pessoas de viver e trabalhar (e quantas não estão a ter propostas tão desafiantes), a saúde ao lado da educação deveriam sim ser prioridades e para onde deveria ir o grande investimento social e basta olhar para o estado do SNS e para as escolas, para a qualidade, conteúdos e serviços e percebemos que estamos longe da qualidade que merecemos e que temos prioridades nada alinhadas com o ser humano e as suas necessidades básicas.

Depois de 10 dias de mergulho no inferno pessoal de cada um, a Lua cheia em Leão fechou o ciclo trouxe a luz de volta. As aprendizagens de cada um estavam feitas. Cada ego tinha sofrido mais um golpe que daria à Alma mais espaço para viver mais livre e fiel à sua fé na inteligência e propósito superior da vida.
No dia da Lua cheia todos, cada um no seu fundo de poço, começou a melhorar e aos poucos retornando às suas rotinas, obviamente com novas energias e valiosas aprendizagens internas.

Tendo em conta que ainda estamos sob a influências das energias de 2020 pois o ano astrológico começa só a 21 de Março, este ano só podia fechar intensamente. E tendo em conta que estou em plano Ano Pessoal 9, a proposta de dissolução de energias velhas e de limpeza de mais uns blocos de controle, viu neste episódio as condições perfeitas para acontecer.

Quando me lembro que as coisas fluíram como a Vida quer e não como eu quero ou gostaria, resta-me ser imensamente grata à Vida por permitir que todos os elementos da minha família estejam bem e em plena convalescença.

Deixo uma palavra de carinho e gratidão a todos os que estiveram perto, que ajudaram e contribuíram para o bem-estar de todos os envolvidos nesta fase, família, amigos e profissionais que fizeram o seu melhor. Sempre grata e humildemente consciente de que a Vida poderia ter tido outros planos para cada um.

Durante 10 longos dias, por vezes vividos de hora a hora, senti na pele e no coração mais do que na mente, a importância do trabalho pessoal, o valor de palavras lidas e ouvidas como foram as tantas que trouxe das formações de PNL com a Vera Braz Mendes e a Joana Sobreiro. O entendimento dos meus padrões pessoais, a proposta astrológica do meu mapa natal e os trânsitos do momento a explicarem a proposta presente e a relembrarem tantas frases ouvidas nos webinars do Uno Michaels. Nunca tanto o termo de “inconsciente competente” me faz tanto sentido! Quando mais precisei, todos essas fontes de conhecimento, leituras, cursos, aprendizagens, estavam cá dentro, acessíveis, capazes de me ajudar a percorrer aquele caminho difícil.

Talvez pela violência emocional com que tudo foi vivido, dei por mim a fazer 3 meditações essenciais, aquelas que me fizeram sentido e de que fui capaz no momento;

1. Um altar para me render, aceitar a proposta superior, entregar à Vida o desfecho da mesma, minha e dos outros, confiando que o que a vida escolhesse, seria o melhor para todas as partes envolvidas. Mais uma vez e como sempre, a morte do desejo pessoal e a rendição à vontade divina.

2. Um altar para agradecer as ajudas intermináveis, o apoio de todos, as pequenas, mas boas notícias, os minúsculos gestos e palavras diárias, a disponibilidade incondicional de quem me rodeia, os pequenos sinais de melhoras e tantos outros sinais e gestos de amor e carinho que foram transmitindo boa energia.

3. Um altar para cocriar uma realidade nova. A nova pessoa que iria emergir desta prova. A imagem que representaria a cura pessoal. O pedido à vida de como gostaria de ver curados e felizes todos os que mais amo, sabendo sempre que seria apenas um pedido e não a exigência de um desejo. Que teria que deixar sempre em aberto o desfecho que a própria Vida já tinha definido.

Acredito que sempre que a morte se aproxima de nós, somos convidados a reformular não só os nossos valores, mas também o sentido de aceitação e rendição à vontade Divina. Não é por acaso que os últimos arquétipos tanto o número 9 na Numerologia como Peixes na Astrologia, representam precisamente esses valores da aceitação, da cura, da rendição e que dependendo de mapa para mapa, serão mais ou menos fortes ou importantes em cada um.

Aos poucos vou recuperando a minha energia e estou a reorganizar a minha agenda e a preparar-me para voltar ao trabalho que tanto amo. Obrigada a todos pela paciência nos adiamentos e alterações de horários das consultas.

Estou confiante que esta Lua Nova em Aquário de amanhã dia 11 trará já um cheirinho do novo ano 2021 que arrancará apenas em 21 de Março, mas que já o poderemos começar a sentir a partir do meio de Fevereiro.
Que ela possa trazer a nova energia que tanto esperamos. Que ela nos aproxime mais da mais elevada versão de nós mesmos. Que ela seja o raio de esperança de uma nova realidade depois de termos sido espectadores do velho mundo a ruir. Que ela relembre a cada um a capacidade que temos de viver num mundo novo, mais justo, ecológico e consciente, pagando obviamente o preço de deixarmos ir o velho medo, o julgamento e o controle em que vivemos até aqui.

Não é raro ouvir pessoas a desabafarem que gostariam muito de ajudar o mundo e os outros e não sabem como. Ao que eu respondo sempre que a melhor forma de ajudar o mundo é começar por nós próprios, alinhando-nos com o propósito espiritual que trazemos. Curando as nossas feridas. Integrando a nossa sombra. Conhecendo e respeitando o nosso propósito espiritual. Contribuindo individualmente de forma criativa para o bem maior. Vivendo a expressando o amor nas suas mais variadas e infinitas formas. Esse sim será um maravilhoso “novo-normal”.

Bem-haja a todos por estarem aí, por fazerem parte desta minha vida e família virtual e que tanto sentido dão à minha vida.

“Don’t abandon yourself. Not when you’re sick. Not when you’re tired. Not when you’ve lost the thread, the thought, or the thing you thought defined you. You will die many times in one life and create yourself anew. This is natural. This is a gift. I’ve died a few times now here in this world. The person I was: gone. Throw that older skin into the water. Give it to the sky. Step into what wants to emerge now. Nothing can hold you back when you are willing to be yourself.” Jeannette Enchinias

Vera luz

 

Imagem de Couleur por Pixabay

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