Conceito de Ovelha Negra

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A origem do conceito de Ovelha Negra é antiga e quase Universal.

Como o próprio termo indica, está ligada à criação de ovelhas que nascem na maioria brancas e só raramente nasce uma negra, como se fosse uma inversão da raridade albina, mas na versão preta.

De acordo com o valor da lã, já desde os antigos tempos, a lã negra era menos valiosa e impossível de ser tingida e por isso o nascimento destas ovelhas não era desejado. Diz-se até entre pastores, que as ovelhas negras têm um comportamento diferente das outras, andam mais sozinhas, nem sempre acompanham o rebanho, dando assim mais trabalho e preocupação ao pastor.

Não era só a ovelha negra que era indesejável. Há uns séculos atrás, e ainda hoje, todos os animais pretos, por questões de superstição, são vistos ainda por muitos como maléficos, azarentos e não raras vezes sacrificados em oferendas aos Deuses. A história do Patinho Feio, ou os conceitos supersticiosos e negativos no que toca aos gatos pretos, sobrevivem até hoje.

Todas estas projeções de rejeitar o diferente, de temer o que não segue o que é “normal”, de ostracizar o que ou quem não obedece à norma, de temer a rejeição, de projetar a própria sombra em algo exterior escuro, viu na Ovelha Negra a metáfora perfeita para explicar ou julgar todo o indivíduo que se pareça ou sinta diferente do “rebanho” em que se encontra.

Mas porque resistimos tanto ao que é diferente? Porque acreditamos que diferente, único e original é negativo quando a extraordinária beleza da natureza nos mostra que é na diversidade e na diferença que a beleza se expressa? que é na complementaridade dos instrumentos que a orquestra revela a musica? Que é na diversidade das cores que nos deslumbramos com a arte?

Durante muitos séculos, vivemos exageradamente focados no mundo exterior, exageradamente presos aos vários papéis sociais e familiares, quantas vezes em estados de miséria e sobrevivência, subjugados por figuras de autoridade reais ou religiosas, onde a obediência e submissão eram sinónimos de sobrevivência.

Era o exterior (rebanho) que ditava ou condicionava a nossa vida e as nossas escolhas. A nossa (ovelha) liberdade e individualidade não eram reconhecidas. E pela filosofia do rebanho, fazíamos, pensávamos, seguíamos o que o rebanho ditava e assim de tantas formas ainda fazemos até hoje. Por isso qualquer individuo que fugisse à norma e se atrevesse a fazer as coisas “à sua maneira” ou simplesmente de forma diferente, era negativamente rotulado, rejeitado, ridicularizado e até excluído. Lembremos as excomungações da Igreja por exemplo ou o abandono aos elementos da família que não seguissem as regras e a normalidade e criassem problemas como foi o caso de tantas jovens que engravidaram antes do casamento.

Esta dualidade entre o querer ser diferente e fiel a si mesmo, mas também querer pertencer e ser aceite, é um dilema que faz parte de todo o ser humano.

É, no entanto, uma dualidade que irá sempre pedir equilíbrio, nem sempre será fácil de gerir e quase impossível em regimes autoritários ou ditatoriais, onde a liberdade pessoal está comprometida.

Nos últimos dois mil anos, o Ocidente viveu sob grandes pressões sociais e religiosas onde a liberdade individual de agir ou até de pensar, estiveram bastante condicionadas.

Astrologicamente falando, o eixo de Leão / Aquário estava comprometido.  A nossa individualidade (Leão) não era livre no grupo (Aquário). O grupo era tão mais condicionado quanto mais autoritária fosse a individualidade, como eram os chefes da Igreja ou os Reis há 300 ou 400 anos atrás.

A partir de 1789 aquando da descoberta de Urano, o Planeta da Liberdade, dos direitos humanos e da individualidade, o grupo (Aquário) subjugado tem pela primeira vez em muitos séculos, a possibilidade de se libertar do individuo (Leão) abusador e de fazer valer a sua vontade e essência individual.

Cosmicamente tinha chegado o tempo de equilibrar este sensível eixo e a criar novos grupos enraizados nos novos conceitos de humanismo, direitos humanos e liberdade. Ou seja, com Urano visível, é finalmente possível ao ser humano reclamar o direito à diferença, a liberdade de ser ele mesmo, a possibilidade de fazer diferente, de seguir o seu próprio caminho, mesmo sendo solitário ou diferente.

As revoluções francesas e a fundação dos Estados Unidos da América são apenas dois exemplos de como esta poderosa energia da liberdade, se manifestou no plano terreno quando Urano se tornou visível à humanidade embora a encontremos na literatura, na arte, e nas mais variadas formas do ser humano se expressar a partir desta importante data.

Duas voltas de Urano ao Zodíaco, 168 anos depois da sua descoberta, e os anos 60 mostram bem já no nosso tempo a inconformidade com o tradicionalismo e conservadorismo ainda sobrevivente e a necessidade de libertação de todo e qualquer condicionante à livre expressão da liberdade de quem somos e de sermos aceites na nossa diferença.

Hoje estamos apenas a 20 anos da terceira volta de Urano ao Zodíaco (2041) e cá está, cada vez mais forte, o tema da liberdade novamente em cima da mesa.

Uma das maiores revoluções dos últimos séculos, no que toca ao crescimento interior e desenvolvimento pessoal e espiritual, é que o conceito de Ovelha Negra tenha passado de ser sentido como uma vergonha para passar a ser reconhecido com orgulho.

Muitos ainda vêm erradamente a Ovelha Negra como delinquente, problemática, disfuncional, irresponsável, causadora de problemas ou simples mau estar no rebanho. Mas tal como o animal mostra, ela é ovelha na mesma, apenas e atrevidamente diferente. E mais uma vez; diferente não é significado de negativo. Aliás pode até ser extremamente positivo, pode até ser extraordinário, embora nunca num mundo fechado onde a “normalidade” ainda é regra e referência positiva.

É natural então, no tempo em que vivemos, depois de séculos de “normose” como regra de aceitação e pertença com os respectivas consequências da anulação pessoal, que finalmente tenha chegado o tempo de honrar e celebrar a Ovelha Negra e de mostrar que a celebração da individualidade, a coragem de ser diferente, o respeito pelo propósito único, são o caminho da cura e do equilíbrio tanto pessoal como colectivo.

Aos poucos vai chegando o tempo de mostrar que tanto o tradicional como o irreverente, o normal como o diferente, têm lugar e função no nosso equilíbrio.

Está cada vez mais disponível a capacidade de nos libertarmos ou de nos desidentificarmo-nos com qualquer sentido pejorativo ou de julgamento negativo perante o conceito de Ovelha Negra e passar a ser sentido e usado como elogio e orgulho por alguém que já aprendeu a prezar a liberdade de ser fiel a si mesma, a ousadia de percorrer um caminho diferente, o atrevimento de fazer as coisas à sua maneira, a coragem e espírito de aventura de quem prefere Viver, com V grande, seguindo a voz do coração, em vez de sobreviver miseravelmente da dependência e aprovação dos outros.

Se até aos anos 60 o exterior nos condicionou das mais variadas maneiras (comportamentos, valores, vestuário, tradições, profissões, religião, normas e regras sociais de julgamento de certo e errado, bonito e feio, aceite e não aceite), os gigantes e tensos aspectos astrológicos da época, trouxeram as ferramentas de cura e desenvolvimento pessoal e a liberdade essencial para invertermos o critério de escolhas.

Com o foco no Eu, o mundo interior, a espiritualidade, o desenvolvimento pessoal, o bem-estar interior, a responsabilidade pessoal, o critério do que faz ou não “sentido”, passaram a ditar as escolhas exteriores. Ou seja, as Ovelhas Negras começaram a ganhar amor próprio e poder pessoal. Deixaram de ser sombra para passar a assumir a sua luz e aprenderam a viver de dentro para fora e não mais de fora para dentro.

50 anos depois, já muitos exibem o rótulo, já reconheceram o seu papel essencial de cura tanto na família como na sociedade, mas ainda há muito caminho a percorrer no que toca à relação que cada Ovelha Negra tem com o rebanho a que pertence.

O que irá mais cedo ou mais tarde mostrar que o caminho do amor é o da Ovelha Negra e não apenas o do rebanho, é que o preço de vivermos identificados com o rebanho é a dependência do mesmo, é a anulação pessoal, é o permanente medo da rejeição e abandono, é a falta de consciência e responsabilidade individual, é em última análise e mais perigoso do que qualquer outro aspecto, a impossibilidade de nos cumprirmos.

Não esqueçamos que o livre arbítrio permite que cada um viva de acordo com a sua consciência, visão do mundo e propósito espiritual individual e se hoje já te identificas totalmente com a Ovelha Negra, é natural que em vidas passadas ou mesmo algures na vida presente, tenhas tido a experiência da submissão ao rebanho e é assim que vivem muitos ainda à nossa volta. Respeitemos o seu livre arbítrio.

É importante salientar que ambas as propostas, rebanho / ovelha negra fazem parte da experiência terrena e por isso Aquário / Leão é um eixo de equilíbrio. Não pretendo transmitir a ideia de que o rebanho está errado e ser Ovelha Negra é que está certo.

A arte é saber reconhecer o momento de cada polaridade, tendo como critério o que é melhor e mais saudável para todos.

Por exemplo o trânsito é um bom exemplo em como pertencer ao rebanho é positivo, permite fluidez, se todos obedecessem às regras e cumprissem o código não haveria com certeza a destruição que conhecemos causada normalmente por aqueles que resolvem fazer as coisas à sua maneira, ignorando a sua pertença ao rebanho. Mas pelo contrário nos dias de hoje, já podemos reclamar a liberdade de mudar de emprego, mudar de país, escolher um estilo de vida alternativo, sabendo que essas escolhas não afetam a vida do rebanho diretamente. Incluo ainda um exemplo ainda mais complexo por exemplo de uma escola, em que haverão regras e horários que implicam que todo o rebanho obedeça mas mantém-se a liberdade de cada indivíduo por exemplo escolher a sua área de estudo, escolha a cor dos seus sapatos ou o seu penteado preferido.

Ideal mesmo seria que TODOS mantivéssemos a consciência da nossa responsabilidade tanto pessoal como colectiva, que tanto como indivíduos como em grupo, só teremos a ganhar quando o respeito for o valor mais elevado. O respeito pelas regras do grupo quando estamos nele envolvido e o respeito pela nossa liberdade, individualidade e liberdade de escolher quando nos desidentificamos do grupo e escolhemos grupos diferentes.

Até que cheguemos ao ideal, o mundo real mostra ainda a ignorância profunda sobre este tema e o quanto o julgamento da diferença ainda se sobrepõe ao respeito pela diferença. A mudança começa por cada um de nós, no que toca antes de mais a libertar julgamentos à nossa pessoa, aprendendo a respeitar a nossa diferença e depois a levar o mesmo molde ao nosso mundo pessoal e às pessoas à nossa volta.

Termino com uma abordagem ainda mais profunda a este tema da Ovelha Negra que é a abordagem terapêutica.

Quem conhece a Lei Da atração e a Lei do Karma e como interagem com o nosso Livre Arbítrio, já começou a entender as diferentes, mas inteligentíssimas dinâmicas que rodeiam cada um de nós. Para quem ainda tem dúvidas;

A Lei do Karma diz; “Eu atraio as consequências das minhas ações passadas”.

A Lei da Atração diz; “Eu atraio vibrações idênticas à minhas”.

O Livre Arbítrio diz; “Eu escolho a minha experiência.”

Ou seja, precisamos aprender a ter em conta estas três leis e porque não aprender as outras que existem, para darmos entendimento ao que “acontece” à nossa volta.

Resumindo, elas explicam que atraímos as qualidades e defeitos das pessoas à nossa volta, para que saibamos mais sobre os nossos próprios padrões inconscientes, padrões esses que já nos condicionaram em vidas passadas, mas que, por variadas razões, foram negados e atirados para o inconsciente.

Para uma pessoa que ainda mantém uma auto imagem distorcida e ilusoriamente ideal de si mesmo, incapaz de se ver como menos do que perfeita, não é fácil de admitir que os defeitos e qualidades de quem a rodeia, estão afinal em si mesmo, negados no seu inconsciente à espera do seu reconhecimento.

A pessoa do rebanho vive ainda inconsciente de si mesmo e por isso o papel da Ovelha Negra é acordá-la para a sua individualidade, é mostrar-lhe ou devolver-lhe tanto os seus aspectos sombra como os seus aspectos luz.

Para acelerar esse processo do cura, é normal atrairmos uma ou mais pessoas que irão representar esses mesmos defeitos e qualidades, até que haja o reconhecimento e a cura seja possível.

Dos muitos que tem, este é um dos papeis que a Ovelha Negra vem representar e por isso não é raro todas as famílias terem uma.

Até que consigamos perceber o seu papel, ela será alvo de projeções, rejeições, julgamentos, abandono, ridicularização, pressão constante para que se encaixe no rebanho e deixe de causar desconforto ao mesmo.

Por sua vez a Ovelha Negra tem também uma responsabilidade nesta complexa co-relação. Antes de mais ela vai nascer no ambiente certo e com as pessoais certas para as suas aprendizagens. Traz consigo a poderosa proposta de curar a sua individualidade, de aprender a ganhar amor próprio, de desenvolver a sua consciência pessoal e de ter a coragem de percorrer o seu caminho pessoal e para isso não terá a vida facilitada pelo amor dos outros. A proposta é curar e aprender a não se deixar afetar pelas projeções, rejeições, julgamentos, abandono, ridicularização, pressão constante para que se encaixe no rebanho e aprenda a não precisar de validação do rebanho e a estar confortável na sua diferença.

Ou seja, visto “de cima” é uma relação rebanho / ovelha perfeita. É conveniente a ambas as partes. Todos têm a aprender com todos.

 

Sintomas & Características da Ovelha Negra

Antes da enorme cura que nasceu para fazer, a Ovelha Negra irá viver uma espécie de ressaca da sua desidentificação com o rebanho e por isso numa primeira fase ver-se-á privada do seu poder pessoal. Aliás o poder pessoal será a sua recompensa depois de fazer a sua transformação e cura pessoal. Irá por isso ter que enfrentar, sentir e curar todas as feridas escondidas e negadas dos seus tempos de pertença ao rebanho. Por ser um convite tão intenso e transformador, não é raro a pertença ao rebanho até à morte de uma encarnação e começar logo o processo de cura na infância da encarnação seguinte.

Deixo uma lista de sensações e sintomas comuns das Ovelhas Negras. A minha experiência comigo própria e em consulta de tantas pessoas com este caminho de vida mostrou que estes sintomas são a consequência do nosso abandono pessoal. São o estado miserável a que o ser humano chega quando o exterior / rebanho foi a única fonte de vida em detrimento do processo de evolução e equilíbrio interior. São um desconforto momentâneo ou transitório que nos irá obrigar e levar aos ambientes de cura a que nos propusemos quando nascemos. Assim que começar a cura pessoal, todos estes sintomas irão ser transformados no seu polo positivo:

  • Sensação de isolamento
  • Profunda consciência de si e do ambiente que a rodeia
  • Intuição muito apurada que a permite “ver” e sentir o que a maioria parece ignorar
  • Sensação de rejeição
  • Alvo de rótulos, julgamentos e críticas permanentes
  • Sensação de inferioridade ou incapacidade
  • Tristeza e falta de ânimo
  • Medo de arriscar / falta de confiança
  • Submissão / agressão como posturas relacionais
  • Tendência a cobrar dos pais ou quem o rodeia tudo o que lhe falta
  • Sensação de ser outsider em quase todos os meios
  • Sensação de solidão profunda / depressão
  • Desamparo, abandono e incompreensão de quem rodeia

Dicas para a cura da Ovelha Negra

  • Aceitar orgulhosamente a sua proposta com amor e libertar o ressentimento de ser diferente
  • Evitar a todo o custo a postura de vitimização!
  • Deixar de esperar ou cobrar seja o que for do rebanho à sua volta
  • Não se deixar iludir com a felicidade alheia pois dentro do rebanho e submetendo-nos às expectativas dos outros, é fácil ser aceite e não é isso que agora nos propusemos.
  • Desenvolver a autonomia, a independência e a responsabilidade pessoal sobre si mesmo, bases do poder pessoal, áreas que a maioria no rebanho nunca desenvolve
  • Procurar ajuda para curar as suas feridas através de livros, cursos e terapias, algo que não fazemos dentro do rebanho
  • Associar-se a grupos e movimentos de desenvolvimento pessoal para encontrar outras Ovelhas Negras e voltar a sentir a sensação de pertença
  • Assumir total responsabilidade pelo seu bem-estar, caminho espiritual e felicidade. Ir identificando e cortando antigas dependências e referencias de felicidade
  • Permitir-se sentir as suas dores sozinho de forma a descobrir que as consegue curar e superar e conseguir então aceder à emoção do amor próprio
  • Libertar expectativas e cobranças dos outros. (memória do seu tempo no rebanho)
  • Descobrir que ser outsider tem o seu lado positivo da liberdade que o rebanho não tem
  • Atitude de tolerância, entendimento e compaixão perante as pessoas do rebanho pois todo o ser humano está a viver o mesmo dilema, num ou noutro polo
  • Descobrir o que o torna diferente, celebrar e investir nessa diferença e perceber que quando assumida com orgulho, o mundo irá aplaudir e reconhecer, incluindo financeiramente, essa mesma diferença
  • Dentro do rebanho não é preciso desenvolver a coragem pois basta seguir ou submeter-nos os outros. Daí que ser corajoso, requer um maior esforço numa primeira fase, mas é inevitável na proposta da Ovelha Negra

Missão da Ovelha Negra

A missão da Ovelha Negra é uma missão Plutónica. Ou seja, destruidora de tudo o que impeça o caminho de evolução a que a Alma se propôs.

Quem nasce com esta bússola traz a desafiante missão de alinhamento espiritual, de aprender a viver em equilíbrio, de descobrir a dança entre alma e personalidade.

Às vezes levamos alguns anos a perceber que nascemos com esta proposta, que nos propusemos a experienciar o caminho da Ovelha Negra e enquanto não percebemos isso, vamos ainda tentar ser aceites pelo rebanho como um dia fomos, o qual, implacável e convenientemente nos irá sempre rejeitar e devolver ao nosso trilho original.

Até descobrirmos a magia e o privilégio que é nascer Ovelha Negra, iremos sofrer no meio do rebanho, iremos julgar aqueles que nos rejeitam e mostram que não pertencemos mais ao rebanho.

Iremos inclusive e de várias maneiras vender a Alma para pertencer novamente pois a sensação de ser Outsider é dolorosa demais. Mas algures já no caminho da cura, iremos finalmente encontrar um novo rebanho sim, mas será o rebanho das Ovelhas Negras, com quem iremos sentir que tudo o que passámos fez sentido e agradecer e abençoar todos os passos e desafios que nos levaram até àquele espaço de cura pessoal e coletiva.

A missão da Ovelha Negra resumida é, reconquistar o seu Poder Pessoal e desenvolver o Amor Próprio e só tu poderás ditar o que estes conceitos significam e que tipo de mudanças implicam.

Princípios Espirituais da Ovelha Negra

  • 1º Eu sigo o meu propósito pessoal

Todo e qualquer conceito de identidade externa ou de anulação da minha vontade e identidade vai ser posto em causa. A liberdade é essencial para que não me perca do meu caminho nas vontades dos outros.

  • 2º Eu escolho como tirar prazer e valor da vida

O que me faz bem, o que me faz sentido, o que me dá prazer, o que ressoa comigo, o que dá qualidade e amor à minha vida, só eu posso decidir e será agora fruto e esforço do meu trabalho. Qualquer tentativa de alguém decidir e proporcionar isso por mim será rejeitada. A segurança, auto subsistência e liberdade serão essenciais para escolher o que é melhor para mim.

  • 3º Eu reservo-me o direito de pensar diferente

Verdades, opiniões, teorias externas serão passadas a pente fino ou rejeitadas quando não me fazem sentido. A verdade universal é vivida e experienciada de forma diferente por cada um de nós e definir o que dá ou não sentido á minha vida. A liberdade é essencial para procurar respostas às minhas perguntas.

  • 4º Eu cuido de mim e do meu bem-estar

Por mais que a minha família seja maravilhosa ou pelo contrário tenha litígios com eles, é importante criar desapego e autonomia, libertar cobranças e expectativas infantis e dar início ao processo de maturidade e responsabilidade pessoal. A liberdade é essencial para não cair em dependências, para amadurecer e criar as minhas próprias raízes.

  • 5º Eu tenho o direito e a responsabilidade de ser diferente!

A comparação, a crítica e o julgamento são a morte da individualidade e rejeitarei fazer ou ser alvo das mesmas. A liberdade é essencial para descobrir os meus dons e talentos únicos e em não me perder seja em papeis sociais seja em idealizações dos outros.

  • 6º Eu limpo, organizo e arrumo tanto o meu mundo interior como exterior.

A minha rotina é o palco da minha evolução, fonte de aprendizagens e crescimento e infinitas oportunidades inteligentemente criadas para me superar a mim mesmo. A liberdade é essencial para que eu escolha e decida como me quero organizar, o que e quem vai e o que e quem fica.

  • 7º O outro é um espelho de mim mesmo.

Idealizações românticas, projeções de ser ou encontrar a pessoa perfeita escondem velhos apegos e dependências e uma profunda ignorância espiritual. A liberdade é essencial para que veja no outro o Mestre e não o complemento e para que a vida traga e leve conforme as minhas aprendizagens.

  • 8º Morrer e renascer é o princípio da evolução espiritual.

Saber abrir mão, saber deixar ir, saber perder, saber morrer e desistir do que já não faz sentido, é a condição para conseguir receber, ganhar, viver com mais qualidade. A liberdade é essencial para que não me apegue a nada e a ninguém e me possa lembrar que se não abrir mão do velho, não terei nada novo.

  • 9º A tua verdade é diferente da minha.

Anais Nin dizia que “Não vemos o mundo como ele é, mas como nós somos.” Que seja um mantra para a vida, que o uses e apliques nos outros, que te lembre que o que serve ao outro não te serve a ti.  A liberdade é essencial para que revejamos regularmente as nossas crenças e que transformemos as limitadoras em potenciadoras.

  • 10º Eu sou socialmente responsável

A sociedade é regida por leis, regras, obrigações, direitos e normas que funcionam quando somos socialmente responsáveis. Mas há que ter cuidado com a imposição de regras excessivas que nos aprisionem e ponham em causa a nossa individualidade. A liberdade é essencial para não permitirmos que responsabilidades em excesso nos impeçam de cuidarmos de nós e de cumprirmos o nosso caminho pessoal.

  • 11º Eu contribuo para uma sociedade melhor

Quando a responsabilidade pessoal não se atinge, a social torna-se difícil ou impossível. A sociedade não serve apenas para ir buscar um ordenado mensal, mas também para devolver algo que contribua para o seu melhor funcionamento. Faz parte da realização humana contribuir com os seus talentos e qualidades na construção de um mundo melhor. A liberdade é essencial para que cada um siga o seu caminho e descubra como anseia fazer a sua parte.

  • 12º Tudo tem uma razão de ser

Uma das torturas do ser humano é viver desalinhado do espírito inconsciente da Ordem Maior e da magia das leis inteligentes que o rodeiam fazendo-o acreditar erradamente que vive num mundo caótico do qual precisa estar sempre em estado de defesa/ataque. Stress, depressão, ansiedade, tristeza mostram que ainda não nos rendemos à ideia de um Universo inteligente e ainda não percebemos o seu funcionamento e intenção, ainda não despertámos para a luz que somos. A liberdade é essencial para libertares todas as tuas prisões internas e externas de forma a fazeres a tua cura pois é a partir dela que irás viver com qualidade e ajudar a curar o mundo.

Desafios e propostas da Ovelha Negra

Se há aprendizagem comum a todas as Ovelhas Negras, é o PODER PESSOAL! Qualidade que perdemos quando ainda fazíamos parte do rebanho. Poder Pessoal na Astrologia chama-se, entre outros, Plutão e Quíron e por isso é comum, todas as Ovelhas Negras terem fortes aspectos de Escorpião, Plutão e Casa 8 e o Quíron ser uma informação importantíssima sobre a cura que precisa acontecer. A posição Casa e Signo de Quíron e Plutão natal mostra já alguns aspectos e lições mais fortes a ser trabalhados na vida presente, mas a complexidade astrológica assegura que há mais pelo que conhecer os 12 desafios, ajuda a reconhecer os mais comuns na nossa vida.

Lembremos que o Poder Pessoal representa a nossa capacidade de gerirmos a nossa energia positivamente, de decidirmos o que é melhor para nós a cada momento, de usarmos os desafios exteriores para o grande processo de evolução interior. Quando o foco fica preso apenas no exterior (no TER) e deixa de ser trabalho a nível interior (no SER), o nosso poder pessoal é posto em causa. Arriscamos perdemo-nos mais facilmente de novo no rebanho.

 

  • Desafio: Medo
  • Proposta: Coragem
  • Plutão / Quíron na Casa 1

Aprende a caminhar sozinho, a enfrentar os teus medos, a decidires sozinho, a seres um líder autónomo que avança com coragem, visão e determinação mesmo que para isso tenhas que caminhar sozinh@.

Evita resistências, desculpas, dependências e esconderes-te na sombra de alguém. Não deixes que as opiniões, sugestões, julgamentos e observações em relação às tuas escolhas, as influenciem ao ponto de as mudares para os agradar. Confia na bússola interna que é a única que leva os teus melhores interesses em conta.

 

  • Desafio: Insegurança
  • Proposta: Segurança valorização pessoal
  • Plutão / Quíron na Casa 2

Aprende a lidar com o plano material, a valorizar as tuas capacidades, a investires nas tuas raízes com esforço, trabalho e dedicação. As fundações e estabilidade pessoal são a forma de desenvolveres a tua segurança pessoal, a ganhares o teu dinheiro e desfrutares dos prazeres da vida. Se assim for é natural que venhas a ter uma vida prazerosa e estável.

Evita dependências, irresponsabilidade, materialismo e resiste à ideia de fazer investimentos que envolvam raízes e estabilidade, a dois pois correm risco de ruir.

 

  • Desafio: Comunicação
  • Proposta: Saber ouvir e saber falar
  • Plutão / Quíron na Casa 3

Aprende a manter a mente aberta, questionadora, curiosa e investigadora, e anda sempre com um livro debaixo do braço pois nasceste muito ingénuo no que toca à sabedoria cósmica. Procura saber sempre mais, aprender sempre algo com todos, estudar coisas novas e procurar sempre informação que te nutra a alma e te ajude a crescer e a dar sentido espiritual à tua vida e te mostre que não só não estamos todos no mesmo estágio de consciência como qual é afinal o teu estágio. Se assim for é natural que amplies muito a tua visão do mundo e venhas a ser um grande comunicador.

Evitar superficialismo, arrogância de se achar sempre com a razão, resistência ao saber e ao conhecimento, prisão a ideias, teorias e crenças. Evitar fugir de conversas ou exposição a ideias novas.

 

  • Desafio: Imaturidade e apegos
  • Proposta: Amadurecimento
  • Plutão / Quíron na Casa 4

Aprender a ganhar responsabilidade sobre si mesmo, libertar apegos e dependências, criar as suas raízes, estrutura material e emocional e amadurecer emocionalmente descobrindo aos poucos que não precisa de ninguém. As feridas da rejeição, da falta de amor e do abandono são curadas quando aprendamos esta lição. Se assim for é natural que nunca mais te apegues a ninguém e que venhas a amadurecer e a desfrutar de uma vida confortável.

Evitar apegos, dependências, cobranças, imaturidade, birras, assumir que como adultos já não precisamos de ser cuidados ou apoiados por ninguém.

 

  • Desafio: Necessidade de atenção
  • Proposta: Criatividade
  • Plutão / Quíron na Casa 5

Aprende que o mundo não gira à tua volta, que ninguém te deve nada. Irás descobrir que não nasceste apenas para representar e ser aplaudido nos papéis sociais de filho, pai/mãe, parceiro ou profissional. Tu nasceste para descobrir a tua essência, o que te torna único, original e diferente e oferecer esses talentos ao mundo. És tu que deves dar algo ao mundo e não o mundo a ti. Se assim for é natural que venhas a ser um grande artista ou criativo seja em que área for.

Evita drama, cobranças, apegos, necessidade de atenção e amor dos outros pois não és o centro do Universo. A atenção e reconhecimento que queres virá sim, mas apenas no momento em que ofereceres os teus talentos ao mundo.

 

  • Desafio: Controle excessivo
  • Proposta: Confiar nos movimentos da vida
  • Plutão / Quíron na Casa 6

Aprende que o mundo não é nem nunca vai ser perfeito ou o que tu queres que ele seja, mas já é o que tu precisas de acordo com o plano que traçaste e as aprendizagens que vens fazer. Aprende a descobrir a razão por trás dos acontecimentos, as leis que fazem girar o mundo. Se assim for é natural que aprendas a ver magia e crescimento em tudo e em todos e percebas que não há nada para controlar e que tudo já é maravilhosamente perfeito.

Evita cair na ilusão do controle, de que as coisas vão ser como queres, de não caíres em ilusões de vida perfeita e ajustada aos teus interesses e crenças pois irás descobrir que Deus, a luz e amor se escondem por trás do imprevisto.

 

  • Desafio: Dependência e apego ao outro
  • Proposta: Ganhar autonomia e responsabilidade pessoal
  • Plutão / Quíron na Casa 7

Aprende que o outro não existe para te completar. Tu já és um ser inteiro, completo em si mesmo. O papel do outro é o de te devolver consciência pessoal e oportunidades de saberes mais sobre ti e de te superares a ti mesmo. Se assim for é natural que venhas a viver relações livres, em desapego e que cresças muito a nível pessoal com cada uma delas.

Evita toda e qualquer idealização romântica Disney de felicidade a dois que jamais irá acontecer enquanto não houver equilíbrio e amadurecimento pessoal. Resiste a cobrar e a exigir do outro o que afinal é responsabilidade tua; amor, respeito, atenção, carinho, apoio, segurança, etc.

 

  • Desafio: Anulação e falta de poder pessoal
  • Proposta: Transformação e Poder Pessoal
  • Plutão / Quíron na Casa 8

Aprende que a fuga ao crescimento e processo de transformação interior só é possível até certa altura. Algures o Universo irá convidar-nos a enfrentar todos os medos e resistências, a largar os jogos e esquemas de dependência com os outros e enfrentar a mudança, a morte e o renascimento essenciais ao processo de evolução. Se deixares as tuas resistências e aprenderes a confiar na vida é natural que venhas a descobrir a coragem interior, que és mais forte e resiliente do que acreditavas e irás sentir o verdadeiro Poder Pessoal, capaz de lidar com qualquer evento, confiando que todos servem o teu crescimento interior.

Evita toda e qualquer resistência, manha, jogo de manipulação, esquema de fuga, esconderijo, mentira pessoal, ilusões várias que te impeçam de fazeres o teu processo de transformação pessoal.

 

  • Desafio: Arrogância nas suas verdades e teorias
  • Proposta: Alinhar-se com a Ordem Maior
  • Plutão / Quíron na Casa 9

Aprende que as tuas crenças não são a verdade absoluta, nem moldes a seguir pelos outros, mas sim e apenas a tua pequena e limitada lente, suja das mais variadas condicionantes sobre o que te fizeram acreditar sobre o mundo. Até que consigas ver na tua lente a energia e a Ordem Cósmica que rege todos os eventos da vida e que dão significado à existência de cada um, enquanto não conseguires ver o Amor em tudo e em todos, a tua lente estará ainda condicionada de alguma forma. Cabe-te a ti ir limpando a lente, ampliando a sua visão e procurando novas e mais atualizadas crenças e alinhadas com a Ordem Maior. Se assim for é natural que venhas a ser um grande filósofo ou Mestre Espiritual

Evita fundamentalismos, arrogância, ilusão de saber tudo, ideias preconcebidas, teorias abstratas, idealizações ou julgamentos inúteis de como as coisas são ou deveriam ser. O teu trabalho é descobrir que elas já são perfeitas da maneira que são.

 

  • 10º
  • Desafio: Abuso ou submissão á autoridade
  • Proposta: Eu sou a minha própria autoridade
  • Plutão / Quíron na Casa 10

Aprende que a rigidez e universalidade das regras e responsabilidades sociais que funcionam a nível colectivo são diferentes das responsabilidades pessoais sobre o teu próprio bem-estar e caminho espiritual. Há regras sim a que te deves submeter para o bem maior, mas há outras que serão questionáveis pois estarão em conflito com o teu mundo interior e cabe-te a ti aceitar ou resistir com as respectivas consequências. Se assim for é natural que te tornes um ser socialmente responsável, mas espiritualmente livre de forma a que nunca permitas abusos de autoridade sobre o teu bem-estar e valores essenciais.

Evita acatar passivamente todas as ordens ou pelo contrário viver sempre em resistência a toda e qualquer regra. Descobre o equilíbrio, onde e com quem podes ser mais ou menos flexível e escolhe as tuas batalhas inteligentemente.

 

  • 11º
  • Desafio: Rigidez e prisão a moldes dos outros
  • Proposta: Eu sou livre de seguir o meu caminho
  • Plutão / Quíron na Casa 11

Aprende que a realização, a liberdade e o reconhecimento pessoal não virá tanto do que fazemos ou damos de acordo com ideais sociais de sucesso ou das expectativas nas relações com os outros, mas muito mais do que precisamos a cada momento para sermos livres e fiéis a nós próprios, mesmo que seja estranho, diferente ou ninguém nos entenda. Se a fidelidade e o que te faz bem a ti mesmo conseguir ser maior do que a prisão/realização das expectativas dos outros, conseguiste atingir a proposta e reclamar a verdadeira liberdade.

Evita sacrifícios por outros que dificilmente irão reconhecer os teus esforços, evita procurar realização pessoal no TER que será sempre uma desilusão adiada. Aposta sim em pessoas e experiências que te devolvam a liberdade de seres fiel a ti mesmo e de experienciares a vida à tua maneira.

 

  • 12º
  • Desafio: Eu sou uma vítima das circunstâncias
  • Proposta: Eu sou responsável por tudo o que me acontece
  • Plutão / Quíron na Casa 12

Aprende que aquilo a que chamas caos, injustiça, azar e que te causa frustração e impotência de não poder ser mudado, esconde afinal uma maravilhosa e amorosa Ordem Maior. As coisas não irão ser como tu queres, mas sim como Deus colocou para o teu crescimento e superação. Irás descobrir que a tua relação com Deus é que É o problema e não o mundo e os outros.  Essa sensação de impotência ou mesmo a vontade de fugir de tudo e todos são apenas o resultado da inconsciência em que vives e o teu trabalho é procurar a cura, descobrir a Ordem e pacificar a tua relação com o Divino e o teu papel no Cosmos. Não é uma tarefa fácil, mas se assim for é natural que cures finalmente as tuas feridas, reaprendas a amar-te a ti e a todos, estudes a Ordem Cósmica e te tornes um excelente curador.

Evita a vitimização que nada mais é do que uma batalha mental com a realidade. Confia que tudo está como tem que estar e cabe-te a ti descobrir porquê e não manipular a realidade como gostarias que ela fosse. Aprende a ver que azar e sorte são apenas nomes que damos aos eventos quando não percebemos como a Lei do Karma e a Lei da Atração funcionam.


Imagem by pxfuel.com

Se estás aqui e te sentes identificad@ com o texto e o conceito, Parabéns pela tua coragem , pela tua viagem e pelas constantes buscas que te trouxeram até aqui!

Acredita que não estás sozinh@! Que fazes parte de um maravilhoso grupo de pessoas que tal como tu, também nasceram Ovelhas Negras, também passaram por dores e sensações negativas idênticas às tuas e tal como tu acreditam que o seu nascimento tem de ter um propósito maior, superior e sagrado.

E, na verdade tem sim. Foi por isso que criei um grupo!

Nascer Ovelha Negra é trazer já uma intenção de mudança, de cura e de transformação de nós mesmos e das dinâmicas familiares que claramente nenhum outro membro da família estava à altura de tão desafiante tarefa.

Para isso trazemos uma dose de rebeldia maravilhosa, uma coragem fora de série, um desconfortável mas desejado atrevimento de percorrer caminhos diferentes assim como uma profundidade e capacidade de transformação e sobrevivência, invejável a qualquer ser humano.

Graças à nossa presença e função no coletivo, criamos mudança onde cheira a paz podre, despertamos mentes adormecidas e desafiamos o conservadorismo e crenças fechadas. Derrubamos barreiras onde velhos limites e tradições nos impedem de evoluir, deitamos abaixo estereótipos e imagens ocas trocando-as por visões verdadeiras, espirituais que honram a verdadeira essência do ser humano. Se há coisa que a Ovelha Negra busca é o amor puro e verdadeiro, não a dois, mas sim o Amor Próprio e por isso irá expor, negar e rejeitar tudo o que soe a falso e que o impeça de atingir essa tão maravilhosa meta.

Palavras de Bert Hellinger

“As chamadas “ovelhas negras” da família são, na verdade, caçadores natos de caminhos de libertação para a árvore genealógica.

Os membros de uma árvore que não se adaptam às normas ou tradições do sistema familiar, aqueles que desde pequenos procuravam constantemente revolucionar as crenças, indo na contramão dos caminhos marcados pelas tradições familiares, aqueles criticados, julgados e mesmo rejeitados, esses, geralmente são os chamados a libertar a árvore de histórias repetitivas que frustram gerações inteiras.

As “ovelhas negras”, as que não se adaptam, as que gritam rebeldia, cumprem um papel básico dentro de cada sistema familiar, elas reparam, apanham e criam o novo e desabrocham ramos na árvore genealógica.

Graças a estes membros, as nossas árvores renovam as suas raízes. Sua rebeldia é terra fértil, sua loucura é água que nutre, sua teimosia é novo ar, sua paixão é fogo que volta a acender o coração dos ancestrais.

Incontáveis desejos reprimidos, sonhos não realizados, talentos frustrados de nossos ancestrais se manifestam na rebeldia dessas ovelhas negras procurando realizar-se. A árvore genealógica, por inércia quererá continuar a manter o curso castrador e tóxico do seu tronco, o que faz a tarefa das nossas ovelhas um trabalho difícil e conflituoso.

No entanto, quem traria novas flores para a nossa árvore se não fosse por elas? Quem criaria novos ramos? Sem elas, os sonhos não realizados daqueles que sustentam a árvore gerações atrás, morreriam enterrados sob as suas próprias raízes.

Que ninguém te faça duvidar, cuida da tua”raridade” como a flor mais preciosa da tua árvore. Tu és o sonho de todos os teus antepassados.”

Bert Hellinger

Imagem de Here and now, unfortunately, ends my journey on Pixabay por Pixabay

 

Para fazeres parte do Clube das Ovelhas Negras que inaugurei, adere aqui clicando na imagem

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