O que fazes reflecte o que sentes?

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Alguém me dizia há uns dias que sempre se sentiu frustrada nos trabalhos todos que teve. (sector comercial de várias fábricas) Que embora as coisas se fossem desenrolando e tudo acabasse sempre por “correr bem”, havia sempre aquele sabor agri-doce de que algo não estava certo. Mas como as coisas acabavam por “correr bem”, ela deixava-se ficar, arrastando assim esse sentimento desconfortável dentro de si e adiando o entendimento e cura dessa sua relação estranha nos postos de trabalho que ia tendo.

A primeira pergunta que lhe fiz foi; “corre bem” para quem?

Quando ela deu a resposta, percebeu imediatamente onde estava o problema; “corre bem” para os patrões que têm em mim alguém de confiança, dedicado e extremamente profissional mas não corre bem de todo para mim que não me identifico em nada com aquele tipo de ambiente nem com aquele tipo de trabalho.

Esta conversa não é rara de acontecer nas consultas de terapia.
A maioria de nós não foi ensinada sobre a responsabilidade pessoal que temos sobre a nossa própria felicidade e capacidade de escolhermos o que nos “faz sentido”.

Ensinaram-nos a portar bem, a obedecer, a respeitar o próximo, a ajudar os necessitados, a sermos profissionais, a agradar os outros e a cumprirmos as nossas responsabilidades perante quem nos rodeia.

Mas não fomos educados a cuidar de nós próprios, a ouvir a nossa intuição, a seguir a nossa verdade, a cumprir o nosso propósito, a reconhecer e a usar os nossos dons, talentos e recursos internos, a distinguir o que nos faz ou não sentido, o que nos dá ou não prazer e paixão.

Ou seja, aprendemos a interagir com os outros e com o mundo exterior, mas pouco ou nada sabemos de nós mesmos ou do nosso mundo interior. Usamos e treinamos bem a cabeça e preparamo-nos para o TER, mas não sabemos gerir as emoções e necessidades do coração e por isso não sabemos SER.

Resultado; o equilíbrio entre mente e coração, entre pensar e sentir, entre ter e ser, entre interior e exterior, entre personalidade e alma, raras vezes acontece, já para não dizer que é mesmo um objectivo desconhecido para muita gente.

Esta desconexão interna é o princípio da depressão, da ansiedade, do apego, do materialismo, da dependência e de tantos outros desequilíbrios que vemos no nosso dia a dia.

Enquanto não nos sentirmos inteiros, sentimo-nos incompletos.

Sem percebermos que o bem estar, a plenitude e a realização é uma responsabilidade pessoal, teremos uma tendência a ir buscar o que nos falta das mais variadas maneiras. Seja em apegos e dependências emocionais aos outros na forma de relações, filhos ou pais, seja em apegos e dependências materiais diversas, desde dinheiro, bens materiais, títulos, comidas, etc.

Qual o segredo então da abundância e da plenitude; fechar o ciclo dentro de nós honrando sempre o que ambas as partes que nos compõe precisam. Que o que escolhemos no mundo exterior, seja um espelho do nosso mundo interior. Que o que o mundo exterior nos devolve como experiencia, seja curado e integrado no nosso mundo interior.

Enquanto não nos responsabilizarmos por atingirmos sozinhos este bem estar interior, todas as fugas e corta-matos de ir buscá-lo ao exterior, estarão destinadas ao fracasso.

Para trabalharmos a arte de saber escolher, de gerar abundância, de manter o nosso equilíbrio, precisamos-nos conhecer bem. Precisamos descobrir o que é ou não para nós, o que nos faz ou não sentido, o que nos repele ou apaixona, o que nos permite ou impede de cumprirmos o propósito para que nos nascemos.

Sem este conhecimento, as nossas escolhas perdem qualidade, deixam de ter critério pessoal, não reflectem quem nós somos, de onde viemos e para onde vamos.

Os mapa astrológico e numerológico são fontes inesgotáveis de informação valiosa, capaz de nos relembrar as lições que preparámos aprender na encarnação presente e a partir dessa informação percebermos porque certos eventos, empregos ou relações fluem e devolvem qualidade e porque outros só geram densidade e sofrimento.
Para saberes mais sobre a tua história Karmica, marca a tua consulta enviando email para; veraluz@veraluz.pt

Vera Luz

 

Imagem de silviarita por Pixabay

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