O propósito da Vida

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Nada nos acontece por acaso.

Acho mesmo que no dia em que conseguirmos provar que o que é atraído pela nossa energia, é inteligentemente materializado, tal como a física quântica já assegura que o objecto é influenciável pelo sujeito, ficaremos chocados com o grau e tempo de ignorância em que vivemos alheios a esse facto.

A resistência a aceitar esse facto ou o grau de cepticismo em relação a esta tão antiga visão da realidade, são apenas recusas de quem não se encontra ainda preparado para assumir que somos parte luz e parte sombra e logo não consegue ainda aceitar que o que tanto o que melhor como o que de pior atrai espelha o que em si vive inconsciente.

Enquanto assim vivermos sempre com uma sensação de sobrevivência a um mundo caótico que jamais fará sentido.

Quando finalmente nos rendemos e aceitamos fazer uma revisão das nossas crenças, a Lei do Karma é a grande e libertadora alternativa quanto tomamos em conta que sempre foi referencia a todo o mundo oriental tendo sido afastada pelos dogmas religiosos implantados no ocidente nos últimos séculos.

Simplificando então bastante o que acredito ser o propósito espiritual invisível escondido por trás de cada evento, circunstância, encontro e desencontro, estas são as duas grandes propostas básicas:

√ – Encontrar o equilíbrio nas várias áreas de vida, balanceando o que sai e o que entra nas nossas vidas. (tanto as sombras como a Luz)

√ – Aumentar a sua capacidade de receber e dar amor. (o amor/respeito e não propriamente o amor romântico)

Passemos então os “olhos” pelas várias áreas da nossa vida e façamos esta pequena análise interior:

Será que já encontrei equilíbrio e como flui o amor nesta área de vida;

* Identidade – Quem eu sou e quem o outro é

* Valores – Os meus valores e os valores do outro

* Comunicação – O que eu digo e o que o outro diz

* Família – A minha sensibilidade e a sensibilidade do outro

* Talentos – O que me torna especial e o que torna o outro especial

* Disciplina – A minha ordem e rotina e a rotina e ordem do outro

* Relações – Como eu respeito e amo e como sou amad@ e respeitad@

* Poder – O meu poder interior e o poder interior do outro

* Crenças – Em que é que eu acredito e o que o outro acredita

* Autoridade – Em quem eu mando e quem manda em mim

* Liberdade – Eu sou livre de ser quem sou e o outro é livre de ser quem é

* Deus – Como eu sinto Deus e como Deus me faz sentir

Nós temos a liberdade de escolher de que maneira vamos cumprir as duas propostas lá fora no mundo.

Independentemente do estilo de vida, raça, geografia ou credo, cada ser humano está em busca das mesmas boas sensações e a fazer tudo para evitar as menos boas. Eu gosto de resumir esta dança na questão do equilíbrio e na capacidade de amar.

Todos temos desequilíbrios.
Todos temos áreas de vida ferrugentas.
Todos temos potenciais.
Todos temos dores.
Todos ansiamos pela paz

Quanto mais investimos nessa visão global, mais desenvolvemos o espírito humanitário, mais depressa nos afastamos da visão curta e egoísta do umbigo do nosso ego, mais depressa acedemos ao patamar em que iremos finalmente perceber que somos todos tão iguais apenas a servir de espelhos para as inconsciências uns dos outros…

Bem Hajam!

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