O pânico e as crises de ansiedade

0

Tanto pela experiência de observação em diversas pessoas como na minha própria, acredito que o pânico ou uma crise de stress ou ansiedade, são sintomas extremos de excesso de controle sobre a nossa pessoa, sobre a vida, sobre os acontecimentos e a vida em geral.
Não é propriamente o controle que nos causa este grau de ansiedade mas mais a incapacidade óbvia que temos de controlar seja o que for.

O excesso e a necessidade de controle esconde a mais pesada e condicionante das emoções humanas; o medo.
O medo de sofrer, o medo de perder, o medo de ficar sem, o medo de perder o controle, etc.

A partir do momento em começamos a alimentar o medo, o nosso ego assume o controle da nossa vida numa busca incansável em manter o que temos ou quem somos, a máscara que usamos, a nossa zona de conforto e outros tantos apegos, fazendo-nos esquecer completamente que a vida é um fluir constante de experiências, de pessoas, de eventos, de emoções, longe de alguma vez serem controlados na totalidade.

Aliás, os nossos limitados óculos 3D são incapazes de nos mostrar a ordem perfeita e programada que veríamos com uns óculos 5D. Como cada um está a atrair para a sua realidade exactamente o que precisa para evoluir, alinhado com as suas frequências energéticas. Nem mais, nem menos.

Quem resiste ao movimento natural de impermanência e constante mudança a que a vida convida, cai no excesso de controle de tentar a todo o custo manter as experiências, as pessoas, os eventos, as emoções sob controle, claro que sem sucesso nenhum.
A experiência humana inclui sempre eventos e aprendizagens que nos devolvem o espelho da nossa natureza dual, Luz e sombra, assim nos ensinaram as antigas civilizações do Oriente.

Foram as teorias religiosas medievais que nos iludiram com os seus conceitos de perfeição, bondade, sacrifício, injustiça e vitimização e é delas que o nosso medo se alimenta.

Quando chegamos a um momento na nossa vida em que, por escolha ou por força, desistimos de controlar seja o que ou quem for, passamos a estar em contacto com a única coisa que realmente podemos mudar ou controlar;
– a maneira como reagimos à vida.
A maneira como usamos o nosso livre-arbítrio para escolher o que queremos e o que não queremos para nós, escolhas essas que não podem jamais estar dependentes de ninguém ou voltaríamos à prisão do medo.

Felizmente ou infelizmente, dependendo da perspectiva, quanto mais controle exercemos sobre a vida ou sobre os outros, mais a vida nos provoca situações de descontrole e situações caóticas para que nos desliguemos de vez do que está fora de nós e nos liguemos a essa fonte de paz e poder interior.

Ligados a esta fonte de amor interior conseguimos permitir que o caos aparente do exterior continue a acontecer mas ao mesmo tempo escolhemos manter uma atitude de aceitação e até de gratidão perante os mesmos, aprendendo a confiar que o que quer que estejamos a passar ou a atrair, é nosso e serve o nosso crescimento e evolução espiritual.

A meditação, ou simples momentos de paragem, de contemplação da vida e da nossa postura, de ligação à natureza são por isso indispensáveis para atingir estes novos estados de paz interior.
A Astrologia ou a Numerologia também nos devolvem essa aceitação quando percebemos que tudo o que estamos a viver está codificado em símbolos sagrados representados nos nossos mapas desde o momento em que nascemos.

O Pânico não é mais do que o momento crítico em que a vida nos mostra a nossa impotência. Através de um acontecimento caótico ou imprevisto percebemos a bem ou a mal não há nada a controlar, que a única saída é a rendição à vida e a essa maravilhosa e sábia força maior. É a maneira que a vida tem de mostrar todo o seu poder e de nos convidar a fazer a tão essencial rendição.

A terapia e o processo de consciência da nossa viagem pessoal ajudam-nos a resgatar o poder que temos de iluminar essa ausência momentânea de luz … ajuda-nos a sentir e aceitar que não podemos controlar tudo .. e dessa perspectiva superior rendemo-nos à ideia de que tudo está certo, no momento certo, da maneira certa. É nesses momentos limite que a vida nos vem convidar a entregar a nossa ridícula necessidade de controlar a vida e nos pede que nos religuemos ao poder maior.

Na próxima crise lembra então que aquele tão desafiante sintoma tem uma intenção positiva. Que é apenas a maneira biológica e energética que o nosso corpo tem de descristalizar e limpar toda a energia do medo e do controle que carregamos connosco e por isso torna-te um simples observador do mesmo. Uma das caratirísticas dos ataques de pânico é que embora possam ser frequentes eles têm uma duração curta. Por isso enquanto ele dura, permite que essa limpeza aconteça, que essa lapidação cósmica se faça.

Porque o controle nasce da nossa mente, procura não alimentar as milhões de questões que sempre surgem na nossa cabeça nestes momentos;
– vou cair!, vou morrer!, porquê eu?, quando é que isto passa?, não saio mais de casa!, etc.

Faz exercícios que te desviem a atenção da mente e que te religue ao corpo;
– Toca com carinho na tua pele
– Acompanha a respiração e a viagem do oxigénio para dentro e para fora. Enquanto observas a respiração canaliza energia inspirando paz, rendição e aceitação e expira controle, medo e ansiedade. Se te ajudar dá cores a cada energia.

Procura algo com cheirinho que gostes e que te dê prazer como por exemplo perfume, baunilha, chocolate. Sopra para longe qualquer pensamento dominador, controlador e fica no aqui e no agora.

Se conseguires, fecha os olhos e lembra que tu não és aquele corpo que está a viver um difícil processo de desentoxicação mas sim o espírito que nele habita. Por isso enquanto o corpo purifica, transporta-te mentalmente para uma paisagem maravilhosa e ancora-te lá até que a paz volte ao corpo.

Por fim lembra que não és só tu a passar por isto, saber pedir ajuda ou simplesmente partilhar é humano e saudável, que isto faz parte do teu processo de crescimento e que irás acompanhar e esperar que um dia esteja concluído.

Vera Luz

Mais informações sobre terapias aqui

 

Partilhe =)

Sobre o autor

Deixa um comentário

*

code