Manual para ver Televisão

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Ultimamente o mundo parece mais louco do que nunca.
Ou são ataques terroristas dia sim dia não, ou é a impotência de conseguir ajudar tantos refugiados ou é a nossa destruição da mãe natureza ou é a mãe natureza a destruir o que tanto prezamos, ou são líderes sem o espírito humanitário e sem valores nobres para as funções que representam, ou é a fome em África ou é a guerra em Israel ou são tantas outras coisas que facilmente nos desanimam quando vemos o estado de sítio em que a humanidade se encontra.

Admito que não é fácil abrir a televisão e ser testemunha da desgraça alheia, mas acredito que todos partilhamos de uma envergonhada gratidão por tais desgraças não baterem com a mesma violência à nossa porta. Nada podemos perante os actos da mãe natureza. Quanto aos outros pelos quais o homem é responsável, acredito que os actos, sejam de violência ou de amor, ficam com quem os pratica, e a lei do karma é implacável e muito superior aos nossos corruptos tribunais e ferrugento sistema judicial.

A pior consequência de nos expormos a realidades que não nos atingem directamente, é sem dúvida o medo que cada notícia activa em cada um de nós. E o papel do medo é exactamente esse, prender-nos na sua energia bloqueadora, desconectando-nos momentaneamente da visão cósmica e da energia do amor, que apenas nos condiciona a movimentos que nos levam a fechar, proteger, fazer muros, isolar, defender, temer, reagir, agredir como se fosse possível controlar alguma coisa, sobreviver dessa maneira ou evitar a Vida, seja ela em que forma for.

O medo apenas alimenta mais medo. O medo está no pólo oposto do amor, das leis universais, da justiça divina,  da aceitação e da paz interior e nada sabe sobre a eternidade do espírito. Por estar no pólo oposto, o medo não sabe ser luz, amar, abrir, confiar, cooperar, incluir, unir, tolerar, sentir ou entender.
A energia expressa-se através de dois polos opostos mas complementares; Yin & Yang. O maravilhoso potencial do ser humano nasce do equilíbrio destas duas forças.
Da mesma maneira que os seus excessos, faltas e desequilíbrios estão à vista na diversidade do mundo.
Por exemplo, a força bruta Yang só por si tem o poder e força de destruir. Mas o mesmo poder aliado à sensibilidade e amor da energia Yin mudará por completo a ação da energia Yang gerando equilíbrio e movimentos inteligentes.
Cada um de nós é representante destas duas forças e logo somos responsáveis por escolher que rumo damos à nossa energia pessoal e o que fazemos através das nossas acções, crenças e palavras para encontrar o nosso equilíbrio.

Apoiados em estatísticas sociais que nada sabem sobre o comportamento das energias e não têm em conta as dinâmicas Karmicas das leis universais, a realidade mostra que a violência e o terrorismo são um facto e os números mostram que houve x mortes no sitio y às tantas horas e repetem-nos por horas ou dias se for preciso.
Mas o que as estatísticas não mostram é; porque quem atrai o quê, onde e de que maneira? Que linhas invisíveis condicionam certas pessoas a estarem num determinado sítio? Que energias se escondem que fazem cada um de nós atrair realidades tão diferentes? Que forças são essas que nos levam a desistir de um encontro que mais tarde se viria a revelar mortal? Ou pelo contrário, que nos empurram precisamente para o centro do problema?

Responder a estas questões implicaria estudos profundos de filosofias antigas, mudanças de crenças sobre a nossa existência, investigações diferentes acerca de sincronias, perspectivas novas e uma visão mais esotérica, planetária e numerológica da mesma realidade. Mas por alguma razão o ser humano resiste ao que é diferente, mesmo quando o diferente mostre ser algo melhor. Todos os movimentos da Vida são inteligentes. Leis Universais poderosas trabalham invisivelmente a favor da nossa evolução, levando a cada um as experiências e pessoas que fazem parte do seu projecto pessoal. Resistir e não entender estas dinâmicas prende-nos a duas fugas temporárias;  a vitimização e o julgamento negativo dessas mesmas experiências e pessoas.
Seria ou não mais tranquilizante acreditarmos que jamais poderemos fugir ao que está destinado para nós e que jamais iremos viver o que não faz parte do nosso caminho?

Este tipo de pensamento não desculpa actos violentos, não impede que se faça o que for preciso para acabar com o terrorismo, não impede a ajuda ou compaixão por quem de facto faz parte ou é apanhado nesses momentos. Apenas convida a uma visão mais inteligente, pessoal e a outro tipo de entendimento da mesma realidade que não seja apenas a deprimente visão da “sorte & azar ou injustiça & injustiça”.
A limitada visão do ego vê caos, azar, vê as pessoas no sítio errado à hora errada. Vê pessoas más, vê vítimas, maldade e injustiça.
A visão cósmica diz tudo está certo, no tempo certo, no sítio certo, com a pessoa certa, de acordo com as mecânicas karmicas.

Longe de mim defender actos violentos, sejam eles quais forem. A verdade é que o livre arbítrio assim o permite ao ser humano. A proposta é apenas a de aprender a olhar a mesma realidade por olhos diferentes, capazes de descobrir as redes que nos ligam e as propostas de vida que temos. Uma visão alternativa, que nos ajude a acreditar que existe realmente uma ordem inteligente por trás do aparente caos. Uma perspectiva que nos ajude a confiar que independentemente da justiça ou injustiça dos homens, uma muito superior irá sempre corrigir as energias.
Estarão assim os orientais, crentes na reencarnação e na lei do karma, tão enganados? Estará a Física Quântica tão errada no estudo das energias?

Sem dúvida que a internet e a televisão nos abriram janelas para o mundo, permitindo-nos observar e constatar mais do que nunca, como a família humana tem tanto em comum.
O lado menos feliz da televisão, pela sua reduzida visão do imediato, manipulada e manipuladora das mais variadas maneiras, esconde um propósito; expor-nos ao mundo e a outras realidades, que por serem tão diferentes da nossa, têm o poder de chocar, bloquear a nossa energia e pior, activar o nosso medo, baixando assim a nossa energia.
Caso não fosse, porque não existem programas inteligentes, documentários informativos sobre como fazer do mundo um sítio melhor? Porque não há mais filmes inspiradores baseados em história verídicas cheias de espírito humanitário, coragem, amor, igualdade e compaixão? Porque não fazem um Big Brother numa família feliz e funcional ou acompanhando grupos ativistas humanitários, ou simplesmente a mostrar a rotina diária de seres humanos a viver em circunstâncias diferentes da nossa, mostrando um pouco como a vida dos outros poderia inspirar a nossa? Porque os milhões que diariamente fazem o bem, ajudam o próximo, contribuem para a felicidade alheia, salvam animais, ajudam idosos, apoiam crianças, defendem o ambiente, têm 0* tempo de antena nas notícias? Porque não vemos programas de qualidade que promovam o estudo das antigas filosofias do mundo e o que teríamos a aprender com elas nos tempos modernos? Porque ao invés de debatermos as nossas diferenças, não fazemos debates para encontrar o que nos une? de modos de vida alternativos, de casos de vidas diferentes que se atreveram a pôr o programa social em causa e a seguir um caminho diferente?

No caso da internet é ainda pior. Ao contrário da televisão em que absorvemos sem resposta, a internet e as caixas de comentários das várias redes sociais tornaram-se verdadeiros depósitos de veneno resultante das frustrações diárias que vivemos. É chocante ler e sentir a densidade e ignorância que ainda tanto abunda dentro do ser humano, onde protegidos atrás de um ecrân são projetados julgamentos, culpas, acusações e palavrões de dar verdadeiramente a volta ao estômago.
Dizia o autor que nos deixou tanta obra, Wayne Dyer, que o julgador não define o outro, define-se a ele próprio. Visto desta perspectiva temos na internet deprimentes e assustadoras revelações de carácter quando confundimos opinião pessoal com julgamento das ações dos outros. Mas pior do que se lê sobre o que dizem uns dos outros é a raiva, o julgamento e a condenação que revelam, que mostra o seu estado energético, emocional, mental e até espiritual interno. Provas do fenómeno da projeção no seu pior. Declarações públicas da sua ignorância em relação ao funcionamento das Leis Universais. Incapacidade de absorver conceitos filosóficos profundos como o livre arbítrio ou a Lei do Karma.
A internet permitiu-nos a visão global, a interação social mas o seu uso e abuso está a trazer como consequência, a cegueira pessoal de cada um olhar para si mesmo. Julgamos o vizinho e perdemos tempo a comentar pública e privadamente as ações dos outros mas somos incapazes de perder o mesmo tempo a analisar e questionar as nossas próprias ações e os nossos próprios padrões.

Estará a internet a servir de campo de batalha, onde infantil e imaturamente nos fazemos de fortes para compensar as nossas frustrações internas?
Não serão as caixas de comentários da internet autênticos ringues de boxe onde a violência mental e escrita ultrapassa qualquer dose de bom senso, respeito e civismo?
Como poderemos educar crianças e jovens de maneira a não se tornarem ‘bullies’ sociais quando os próprios adultos assim se revelam em debates e comentários online?
Seremos assim tão emocionalmente imaturos e espiritualmente ignorantes que precisemos de nos fazer
 de fortes e alimentarmos o nosso ego atrás de um teclado?
Não admitimos que alguém nos julgue ou nos venha questionar e reclamamos autoritariamente o poder que temos de tomar as nossas próprias decisões. Mas, paradoxal e curiosamente, matamos o outro julgando, criticando e questionando as suas ações!!

Haja inconsciência e incoerência…

O mundo nada mais é do que a materialização das energias que habitam todo o ser humano; Yin / Yang.
Por fazerem parte da nossa essência, iremos sempre materializá-las conforme a nossa consciência das mesmas. O nosso livre arbítrio permite-nos experienciá-las nas suas várias frequências e por isso tanto vemos amor como vemos violência no mundo. Cada um de nós, gestor da sua própria energia, irá manifestar as suas próprias frequências quer esteja consciente disso ou não. Infelizmente os media, na sua doentia parcialidade, insistem em apenas relatar o lado negativo ativado pelo medo. E a internet corre o risco de se tornar um playground de uma escola problemática onde dominam os gangs e bullies.

Aprender a ver a realidade por outros ângulos pode ser a diferença entre ver as notícias em estado choque e medo permanente ou pelo contrário, viver em estado de entendimento da realidade, responsabilização por mantermos a nossa energia elevada, em compaixão e disponibilidade para com quem precisa de ajuda, e aceitação que todas as dinâmicas da vida são inteligentes e escondem propósitos muito maiores do que possamos entender.
Não é porque vemos Marte e as suas temperaturas elevadíssimas nas câmeras que iremos passar a temer que a Terra aqueça, certo?
O telescópio simplesmente mostra “outra” realidade diferente da nossa. Permite-nos espreitar para dentro de outras “bolhas” que, no caso de Marte, jamais farão parte da nossa “bolha” ou realidade pessoal.

Quando então percebemos ou passamos a acreditar que cada pessoa irá materializar eventos únicos de acordo com a sua frequência, já iremos conseguir ser simples observadores de outras realidades que de facto, não são nossas pois não foram materializadas pela nossa energia pessoal, e por isso mesmo, não as entendemos. E porque não são nossas e porque não estamos preparados interiormente para lidar com elas, porque foram criadas por frequências diferentes, corremos o risco de ficarmos impotentes presos ao écran, bloqueados pelo medo que tais tragédias nos atinjam. Ou, passamos a julgar e criticar precisamente porque não entendemos.

Esta visão pode parecer um tanto egoísta embora não seja de todo a intenção. Sou a primeira a sentir uma enorme compaixão pelo estado do mundo e todo o meu trabalho serve precisamente para levar entendimento, aceitação e cura aos eventos que cada um atrai. Só dessa maneira poderemos ir para além do aparente caos, e encontrarmos uma ordem por trás do caos aparente. E mais do que encontrar entendimento, aprendemos que podemos fazer algo para evitar tais tragédias; manter a nossa energia alinhada com o amor.

Acredito que todos somos representantes da energia do amor. Quando nos alinhamos com essa energia, ela irá co-criar mais abundância e mais luz. Quando está negada e coberta pelo medo, irá co-criar resistência e mais experiências que virão alimentar o medo. “Semelhante atrai semelhante” funciona tanto na frequência do medo como na do amor.
Enquanto não conhecermos uma visão alternativa e soubermos que podemos escolher, o medo irá sempre ganhar. E quando o medo ganha, ele infecta tudo e todos que o tocam exceto os que já tenham a vacina da consciência do amor.

Qual então a proposta perante as insistentes notícias que nos atingem todos os dias;

1. Mais do que ver a notícia na sua visão sensacionalista que apenas pretende chocar, sê um observador das dinâmicas energéticas e Karmicas do evento. Foca a atenção nas aprendizagens que cada pessoa envolvida estará a ter e a fazer dentro de si.
2. Não te iludas com o caos aparente. Vai para além do 3D e aplica às situações; a lei da atração, a lei do equilíbrio, a lei dos opostos, a lei da frequência, a reencarnação da alma, o livre arbítrio e a lei do Karma.
3. Não alimentes o medo sentindo mais medo que nada ou ninguém ajuda. Aproveita o momento para enviares mais luz e amor para o evento e agradece já não estares nas vibrações baixas de que és testemunha.
4. Sente se poderás oferecer alguma ajuda ou contribuição pessoal em cada caso específico para o bem maior. Caso não, desliga e mantém a tua energia elevada e em amor, confiando que o que é teu, a ti chegará e o que não é, jamais virá.
5. Protege a tua energia, escolhendo bons programas na televisão ou canais de Youtube, bons postos de rádio no carro, posts positivos no Facebook, boas conversas com colegas e bons livros.
6. Questiona até que ponto é que a mesma violência que vês no mundo, não existe também, noutra intensidade, na tua própria energia, na tua vida pessoal e em quem te rodeia. O macro é apenas espelho do micro e logo ao curarmos o micro, curamos o macro.
7. Que a exposição ao que sabes que não queres, te impulsione no caminho do que queres e por isso trabalha a gratidão, o amor, a compaixão, a tolerância, a igualdade, a cooperação e outros tantos valores universais na tua real realidade. Ou seja por onde quer que estejas.
8. Que o estado actual do mundo te ajude a despertar o teu espírito humanitário e te relembre que tesouros, dons, talentos, capacidades trazes contigo capazes de levar luz e amor onde ainda há tanto medo e violência.
9. Aprende a separar as notícias vendo-as como realidades com frequências diferentes onde nas notícias positivas e inspiradoras vês o amor em acção e nas notícias violentas vês o poder do medo em acção.
10.Questiona até que ponto a violência no mundo cresceu com a ajuda do mediatismo que tem o terrorista nos dias de hoje. Aliás, descaradamente esses grupos “reivindicam” os seus actos usando os media para se promoverem e exibirem. Não perderiam algum poder e popularidade se fosse proibida qualquer tipo de notícia relacionada com grupos terroristas?

Nos dias que correm os media estão maioritariamente ao serviço do medo alimentando-se de drama, violência, tragédia e desgraça. O resto do tempo de antena serve para nos vender tralhas, para nos distrair a mente através do futebol e das novelas, ao ponto de adormecermos o espírito crítico e o medo tomar conta da nossa rotina.
Gosto de acreditar que o fazem mais por ignorância do que por manipulação de massas, embora as teorias da conspiração defendam o contrário.

Quem sabe quando os media descobrirem que o ser humano anseia mais pela luz e pelo amor do que anseia pelo medo, irão perceber que serão as notícias do bem que irão atrair os milhões de audiências que tanto anseiam. Aí e só aí, a televisão estará ao serviço do amor, fazendo girar não mais o medo como nos dias que correm, mas sim inspirando e levando a luz e o amor às nossas casas e ao mundo.

Dizia a maravilhosa Madre Teresa de Calcutá; “Se queres mudar o mundo, vai para casa e ama a tua família”. Uma maneira discreta de nos incentivar a olhar, sentir e lidar com a nossa real realidade individual, a nossa “bolha” pessoal, e amar quem nos rodeia todos os dias.

Bem hajam
Vera Luz

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