Desintoxica-te do drama!

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Da mesma maneira que o nosso corpo físico precisa de se manter limpo, saudável e livre de produtos tóxicos, também os nossos corpos espiritual, mental e emocional estão sujeitos a energias tóxicas tão prejudiciais como qualquer droga.

Todos aqui já sabemos que o ego adora drama, certo?
Mais do que adorar o drama, ele precisa do drama.
E bem vistas as coisas, o drama não é apenas uma necessidade do ego mas sim o alimento que lhe garante a sua sobrevivência e como tal ele não irá desistir de buscá-lo.

Não é que ele seja “mau”, mas tal como um toxicodependente, ele é viciado nesta “dramaína” precisamente por lhe ser essencial. E onde há carência, não há qualidade…

(Por dramaína entende-se, força, resistência, orgulho, poder, apego, vitimização e martirização, negatividade, medo, controle, queixume, todos os “mas…” e “ses…” e outras que tais posturas e emoções mais ou menos melo-dramáticas ou seja que envolvam sempre o uso, manipulação e abuso da energia de alguém).

Enquanto não tomamos consciência desta energia em nós, seremos presas fáceis e inconscientes regendo as nossas vidas em busca da “dramaína” tal como nos tornamos viciados em outra qualquer droga.
Sejam pensamentos ou emoções ou simplesmente lixos energéticos, todos os nossos corpos irão reagir, condicionando-nos para irmos em busca dos seus alimentos.
Quando finalmente percebemos a presa que somos e decidimos fazer mudanças teremos que seguir algumas etapas;

-O primeiro passo é reconhecer QUAL é a nossa droga?

-O segundo passo para a desintoxicação é então o reconhecimento do poder destrutivo da droga sobre nós seguido da vontade de nos libertarmos do vicio, da própria droga e de todo o drama associado a ela.

-O terceiro passo é reconhecermos todos os sistemas de boicote, fugas, atalhos, desculpas e razões que o nosso ego vai usar para buscar o tão essencial veneno.

-O quarto passo é não só mais essencial a todo o processo de desintoxicação mas o mais difícil embora apenas o seja numa primeira fase. Conforme vamos aprendendo a viver sem a “dramaína” vai ficando mais fácil com o tempo controlar os boicotes à cura do segundo passo. Importante mesmo é aplicar conscientemente a nossa energia em novos alimentos para o corpo e para a alma que venham substituir a tão destrutiva necessidade da “dramaína”.

Tal como em qualquer droga ou mesmo situação no mundo, a acção PRÓ é sempre mais poderosa do que acção CONTRA.

De pouco nos serve lutarmos CONTRA a tristeza, contra a droga, contra a frieza ou contra o medo.

Mas os resultado de agirmos PRÓ alegria, saúde, amor e coragem serão com certeza extraordinários!

O mesmo se passa com este “amiguinho invisível” que na sua busca incessante por “dramaína” nos condiciona na maneira de falarmos, agirmos, amarmos, relacionarmo-nos, acreditarmos (ou não) numa força maior arrastando-nos para os mais baixos e escuros fossos em nós.
Desatentos, resvalamos…

É portanto a nossa força, a nossa consciência, a nossa escolha e vontade que irá mudar as nossas energias.
Primeiro na abstinência completa de tudo o que alimente o vicio.
Depois na mudança de hábitos ou seja no investimento em tudo o que é PRÓ o que livremente ansiamos ser; capazes de confiar, entregar e fluir, amorosos para connosco e para com o próximo, livres de apegos, emocionalmente confiantes, mentalmente seguros, positivos e optimistas e holísticamente autónomos.

E como tudo começa na consciência, façamos então o nosso TPC;

– Como te condiciona a tua “dramaína”?

– Tens vontade de deixá-la?

– De que maneira ela te controla e te deixas arrastar por ela?

– Como pretendes substituí-la?

(Ex. a minha “dramaína” alimenta-se de negatividade e pessimismo, tenho muita vontade de desintoxicar desta droga, ela alimenta-se por pensamentos negativos, limitadores e destrutivos impedindo-me de ir atrás dos meus sonhos e pretendo substituí-la corrigindo os meus pensamentos negativos por pensamentos positivos e os meus sentimentos destrutivos e derrotistas por sentimentos de valor pessoal e merecimento.)

O Amor por nós próprios e escolhas conscientes serão essenciais para “desmamarmos” aquele velho vicio em nós e aos poucos iremos reeducar-nos com novas energias que já não alimentam o velho ego de “dramaína” mas alimentam a alma de amor e valor.

Por isso a próxima vez que alguém te vier oferecer mesmo que seja uma pequena dose de drama, responde simplesmente “Não obrigado, estou em processo de desintoxicação!

Bem Hajam!

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