Descobrindo o nosso caminho

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É natural questionarmo-nos se estamos ou não no caminho certo, se estamos ou não a cumprir a nossa missão. Nem sempre é fácil ou claro perceber se o desafio presente pede uma enorme transformação interior ou se pelo contrário devemos encontrar coragem para virar a mesa e ir em busca do que nos faz mais feliz.
Como é óbvio seriam precisas 7,342,644,110 de respostas diferentes, o mesmo número de seres humanos que o planeta tem neste momento.
No entanto, vindo da mesma fonte e idêntico em todos nós, o nosso espírito tem maneiras também idênticas de se situar, de consultar a sua bússola interior e de analisar se está de facto a viver a sua história espiritual ou se entretanto se perdeu atrás de uma qualquer tentação terrena que nos irá dar, mais cedo ou mais tarde, o sentimento de frustração, de vazio ou beco sem saída.

Vamos então analisar alguns desses sinais;

– O que a tua intuição te está a tentar dizer há muito mas que resistes a aceitar?

– O que a tua criança interior te diria se aparece ao pé de ti hoje?

– Que mensagem, convite, sinal, sincronia, curiosidade está sempre a surgir e a repetir-se?

– Que características têm as pessoas que mais admiras neste momento e que estão na tua vida com o propósito de te relembrar o que precisas mudar?

– Como idealizas a tua mais elevada versão de ti própri@? É essa a versão que estás a viver?

– Já identificaste os dragões que estão a testar os teus medos e a dar ao teu Herói interior uma oportunidade de se revelar?

Normalmente o dito ‘caminho certo’ não é tanto geográfico, social ou exterior mas mais interior e de atitude perante o que a vida já se encarregou de fazer atrair à realidade de cada um.

Ou seja, perante idênticos desafios, uns irão fugir, outros evitar ou ignorar, outros irão enfrentar.
Começa então primeiro por identificar o que o teste exterior activou interiormente. Depois há que processar todo esse bolo emocional que estava à espera daquela activação, que precisou do outro para ser espicaçado de maneira a vir à luz.
Só no fim, depois de encontrada uma nova fórmula, fruto de toda a alquimia feita, é que podemos então dar início a uma nova e diferente acção que irá originar um novo e diferente desfecho.
O novo caminho é essa nova atitude, é quem somos depois de superado o drama interior. É a nossa nova energia resultante da alquimia onde processámos e purificámos nossas piores dores.

Resumido;
Cada evento, acontecimento ou encontro traz sempre duas prováveis propostas;

– Identificar o espelho de uma sombra inconsciente.
( o que me vens mostrar de mim que eu ainda não sei?)

– Dar-nos a oportunidade de revelarmos o nosso potencial.
( como revelar o meu melhor através da provocação do outro?)

Por isso independentemente do espaço geográfico ou físico onde te encontras, passa tudo por estas duas peneiras, descobre as jóias escondidas dentro de ti e arruma-as nos seus respectivos espaços..

O trilho, a missão, o caminho original tem menos a ver então com espaços, locais ou sítios no mundo mas muito mais COMO, ou seja com que atitude vivemos a nossa verdade, a nossa consciência e como trabalhamos o nosso equilíbrio interior pois é a partir deles que respondemos à vida lá fora.

Bem hajam!
Vera Luz

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