As jóias escondidas no nosso caminho…

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Nos últimos anos, de uma maneira ou de outra, todos conseguimos perceber o que a Dorothy sentiu quando a sua casa foi arrancada por um ciclone das terras do Kansas e levada até à longínqua Terra de Oz.
Tal como a dela, a nossa realidade mudou radicalmente num relativo curto espaço de tempo.
O que antes era previsível, seguro e sossegado, transformou-se numa aventura intensa cheia de encontros imprevisíveis, descobertas maravilhosas, desafios inesperados e propostas de mudança radicais para cada um de nós.

Embora cada um de nós tenha tido as suas propostas de aprendizagem pessoais, espelhadas nos Espantalhos, Homens de Lata e Leões Cobardes das nossas vidas, todos fomos convidados a deixar ir o velho e a aceitar que o novo chegasse a nós, mudando para sempre a visão que tinhamos de quem éramos. Hoje já poucos duvidam que o novo que tanto ansiamos jamais surgirá dentro de uma zona de conforto e quando não somos nós a sair dela, a vida virá buscar-nos…

Esta intensa temporada foi então uma longa caminhada na nossa Estrada dos Tijolos Amarelos rumo à Cidade das Esmeraldas, onde temos sido convidados a ver a nossa vida sob novas perspectivas e crenças e a relembrar que há de facto uma viagem que temos que fazer no caminho de volta a casa.

Acredito que ao longo desta maravilhosa viagem, todos nós nos deparámos com Glindas, quais Bruxas Boas do Norte e do Sul que nos iam dando pistas e deixando sinais acerca desse tão sagrado caminho.
Também não faltaram as Bruxas Malvadas do Leste e do Oeste representando o essencial papel de nos assustar, tentando-nos fazer desistir da nossa aventura, testando o nosso amor próprio, determinação, fé e persistência ao limite.

Durante este tempo mágico, longe das mais variadas e antigas zonas de conforto, fizemos e perdemos amigos, encontrámos e perdemos tesouros, iludimo-nos e desiludimo-nos com muita gente, acreditámos e desacreditámos, chorámos e rimos, caímos e levantámo-nos muitas vezes, mas tudo valeu a pena para encontrar mais uma uma pista de como voltar ao conforto do nosso Kansas.

Conforme a poeira começa a assentar começamos a ver os primeiros reflexos do novo mundo que cada um de nós trazia em potencial dentro de si.

É o fim de uma imensa e longa aventura longe da quinta da ‘Auntie Em’ mas também o princípio de novas aventuras que estamos ainda hoje longe de saber quais são.

Uma coisa é certa;
Não somos os mesmos.
A nossa realidade é diferente.
A proposta de evolução bateu à porta de todos.
Cada um de nós está mais perto do seu centro do que nunca.
E se por vezes nos doeram os golpes que o nosso ego social teve que sofrer em prol da nossa evolução espiritual, a Alma, essa está mais desperta e viva do que nunca e pronta para tomar as rédeas da nossa vida.
Sempre ouvimos dizer que Deus tira com uma mão mas dá com outra. Ou que quando fecha uma porta, abre uma janela, certo?

Essa é a proposta de análise que devemos fazer antes de bater os Sapatos de Rubi a desejar por uma rotina mais leve e mais tranquila.
É importantíssimo construirmos um altar com todas as jóias que fomos encontrando ao longo da nossa aventura pois são elas que irão servir de bálsamo quando nos lembrarmos das feridas que fizemos ao longo desta aventura..

*Coragem *Força *Responsabilidade *Determinação *Fé *Amor próprio *Autonomia *Poder interior *Rendição *Humildade *Valorização Pessoal *Amor, *…

Sejam quais forem as jóias que encontrámos, que sejam validadas, acarinhadas e integradas! E quando nos lembrarmos das dores que passámos para as ter no nosso altar, consideremos que tudo tem um preço e o que seria de nós sem elas?

Essencial mesmo é sabermo-nos render perante a ordem maior que sabiamente faz chegar a cada um os desafios que precisamos ultrapassar, os Karmas que precisamos harmonizar e as jóias que viemos procurar quando nos propusemos vir à Terra. Só a partir daí poderemos um dia sentir dentro de nós;
“There is no place like Home”.

Vera Luz

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2 comentários

  1. Paula Ramos em

    Adorei esta mensagem quando a vida nos dá a volta, temos de reacender a nossa força e é mesmo honrar o nosso altar interior. Grata e beijinhos cheios de Luz, para uma Luz que é a Vera

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