Amor, é dar ou é receber?

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Quando vivemos na expectativa de alguém nos dar amor ou na dor de não termos recebido amor de alguém, tenham sido os pais ou um relacionamento romântico, estamos a arriscar magoarmo-nos da pior maneira e a viver num estado de ilusão que apenas irá gerar uma enorme desilusão, mais cedo ou mais tarde.
É uma desilusão esperarmos que o outro nos dê a nós amor como se nos devesse pessoalmente alguma coisa e como se o amor fosse algo que damos como um ramo de flores. Ninguém nos deve nada tal como não devemos nada a alguém. Há sim uma responsabilidade de cada parte de contribuir com a sua própria capacidade de amar para dentro da relação.
Esperar que o outro nos traga algo ou nos faça sentir seja o que for é uma atitude infantil que apenas expressa uma ainda incapacidade interior de estarmos bem connosco próprios. É uma declaração pública de carência emocional e falta de amor próprio.

* Primeiro, porque o amor não é algo que se “dê” a alguém, mas sim uma energia que se desperta dentro de cada um. É um estado de SER que vai amadurecendo ao longo da nossa história pessoal e pelo qual somos apenas os unicos responsáveis. Por exemplo podemos dar infinitas provas de amor e amar incondicionalmente uma pessoa em estado depressivo mas ela não o irá sentir ou receber de nós até que dentro dela ela se consiga conectar com a sua própria energia do amor.

* Segundo, o outro até pode ter a melhor intenção de nos inundar com o melhor amor, mas não o irá conseguir se o estado de amor não existir já dentro dele pois ninguém dá o que não tem. Os casos mais flagrantes são entre pais e filhos onde estes chegam cheios de raiva a adultos, frustrados e zangados por não terem recebido amor dos pais. Basta espreitarmos um pouco as infâncias dos nossos pais para percebermos as suas atitudes e chegarmos muitas vezes à conclusão; Como pode alguém dar amor quando nunca o sentiu? como pode alguém dar o que não tem?

Por isso é tão importante o trabalho de resgate de amor próprio. Aprender a funcionar em estado de amor individual é essencial para manifestar uma vida de abundância interior pessoal. Só depois desta primeira etapa poderemos ser contribuintes saudáveis numa relação a dois.

Bem Hajam!
Vera Luz

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