A Mudança

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A mudança.

Essa realidade tão temida mas tão certa na nossa viagem.
Quem nunca viveu mudanças que ponha o dedo no ar.
É curioso como a maioria das pessoas teme ou pelo menos fica desconfortável perante a ideia de mudança mas, internamente, todos a desejamos. Mas paradoxalmente se a ideia de mudança assusta, a ideia de não mudança por vezes assusta ainda mais.
– Desde que sejam mudanças positivas e para melhor, elas não me assustam, pensas tu.
E eu respondo: As mudanças são sempre para melhor. Elas trazem sempre a intenção da superação. A mudança existe como oportunidade de crescimento e evolução.
A questão é que nem sempre percebemos isso e por isso mesmo lhe resistimos e nos recusamos a fazer todo o processo que ela implica.

Passar de uma situação boa directamente para outra melhor é uma ilusão. Seria negar a lei dos opostos, a lei do equilíbrio, a lei da polaridade, a lei do género, a lei do karma, o processo de transformação e outras.

A mudança faz-se necessária quando o estado actual já cumpriu o seu objectivo de experimentação. Quando as aprendizagens do estado de coisas actual já foram feitas e estamos entretanto disponíveis para novas experiências que implicam um novo estado de coisas cheio de potencia e com elas novas aprendizagens.

Cada palco entre mudanças esconde variadíssimas experiências que irão ser trabalhadas tanto ao nível da alma onde iremos trabalhar o nosso mundo interior, como ao nível da personalidade onde iremos experienciar, testar e superar as questões do nosso mundo interior lá fora no mundo.

Aqui começa o nosso dilema; a nossa alma está sempre disponível para as mudanças pois é através delas que ela irá resgatar o seu potencial de luz mas a personalidade e os seus medos oferece resistência, agindo inclusive contra a mudança de maneira a manter sempre um velho estado de coisas em busca de uma ilusória segurança.

Este esforço é inútil pois o Cosmos age sobre o nosso espírito e os movimentos energéticos irão levar a mudança a cabo quer queiramos quer não. Resistir irá sempre criar mais sofrimento do que rendermo-nos à sua proposta e nos deixarmos fluir com ela.

Perceber então em que consiste o processo de mudança ajuda-nos a cooperar com ele pois como disse antes, passar directamente de uma situação boa para outra melhor é uma ilusão.
A mudança implica sempre então alguns passos para que se cumpra de forma consciente e construtiva:

1- Reconhecer a realidade actual e que em última análise foi um dia desejada e materializada entretanto.

2- Validar o que ela ensinou e despertou em nós. Seja um potencial positivo escondido seja a transformação de aspectos negativos que há muito pediam cura.

3- Abrir mão dessa realidade em estado de amor e gratidão por tudo o que ela representou e ensinou.

4- Dar os primeiros passos já sem essa velha realidade de maneira a reconectarmos com a nossa essência e relembrarmos o nosso próprio equilíbrio. Depois de anos a viver com bengala há que aprender a caminhar sem ela.

5- Estarmos disponíveis para escolhermos conscientemente uma nova realidade, um novo palco de experiências, ir rejeitando lições aprendidas que não precisam ser repetidas mas estarmos abertos a novas experiências que tragam lições novas.

6- Entrar na nova experiência com a consciência que algures no tempo, também irá ser questionada e iremos ser convidados a seguir em frente.

Assim começou o meu ano. A mudança perante um velho estado de coisas que ainda parecia tão válido e confortável mas que internamente já tinha sido explorado ao limite e pedia agora uma nova realidade, novas emoções, um diferente estado de espírito.
Muitas vezes resistimos à mudança justificando que a velha realidade ainda serve, ainda “funciona”, ainda está boa para durar mais tempo, mas são apenas desculpas para abafarmos e escondermos o nosso medo de mudar. É dessas pequenas mas poderosas mentiras pessoais, desse desalinhamento entre alma e personalidade, que nasce a frustração diária, o vazio, a depressão que tão bem poderiam ser curados se estivéssemos abertos ao processo de mudança e transformação permanente. Admito que nem sempre é um processo confortável, mas é sem dúvida essencial à busca da felicidade e realização interior.
A mudança é uma realidade inescapável. A questão é então se és tu a criá-la ou se estás à espera que o Universo a crie por ti. O meu conselho é, empodera-te e cria-a tu!

Vera Luz

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